QUEM SE IMPORTA?
7 08 2011Comentários : Deixar um comentário »
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…HERODES MUITO SE ALEGROU…
2 08 2011A leitura do texto de Lucas 23.8-11 me fez pensar que se tratava de algum personagem de nossa geração. Mas era um relato sobre Herodes Antipas.
Este governante da Galiléia, quando do julgamento de Jesus, ficou muito feliz por encontrar nosso Mestre – pois há muito desejava vê-lo, esperando algum sinal feito por ele.
Pensando superficialmente, Herodes demonstra um comportamento digno de um crente: quem não se alegraria em ver Jesus? Quem não gostaria de ver seus sinais? Quem não gostaria de tirar suas dúvidas fazendo-lhe perguntas?
Pois bem, a bíblia acusa a motivação de Herodes: sua alegria era provocada por motivos nada louváveis. Sua “busca” por Jesus era apenas para satisfazer sua curiosidade, talvez para – como bom personalista que era – comentar entre os seus sobre sua sagacidade diante do nosso Senhor.
Herodes estava apenas interessado no espetáculo. Ele olhava para Jesus como um mero ator, um mágico, um ilusionista… Bem que um espetáculo de cura seria um belo entretenimento!
Herodes bombardeou com perguntas. Muitas perguntas. Mas Jesus nada respondeu. E Herodes, desapontado, desprezou a Jesus.
Como disse antes, Herodes é a caricatura de alguns crentes. Muitos de nós estamos interessados apenas no espetáculo. Como gostamos dos eventos de cura, dos milagres, dos movimentos! Gostamos disso e buscamos a Jesus apenas pelos seus “preciosos” feitos, e não pelo que Ele é. As igrejas que apelam por esta marca estão lotadas, nem mesmo cabem mais de gente. Imagino Jesus diante deste povo sem escrúpulo, atraído pelo pão que perece, pelo teatro ritualístico de alguns pastores.
Estes crentes herodianos estão prontos para desprezar o Mestre, caso Ele não satisfaça seus anseios. Nós nos decepcionamos com a mesma rapidez que nos alegramos. Muitos, movidos pelo desapontamento, já despediram o Senhor, pois Jesus nem sempre faz o que queremos.
Deus tenha piedade de nós!
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MINHA JESIANA
12 06 2011
Procuro Palavras
Mas não as encontro
Os adjetivos são parcos
Incapazes de traduzir
O que é este Bem.
Meu Bem, minha mulher,
minha namorada,
nosso amor está acima do discurso
está no gesto mais nobre
da dádiva incondicional
que transita entre o complexo
e o simples,
como um olhar na madrugada.
Nada poderia ser
como o é em minha vida
Se não tivesse você, minha amada.
Ainda te olho, do jeito que você é
e vejo que não me adiantaria
palavra que interprete o doce
e o autêntico sentimento
que transcende, inclusive,
a simples palavra AMOR.
Te amo, Meu Bem,
Feliz neste dia dos namorados!
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NAMORO NO CASAMENTO
11 06 2011Namorar, no sentido mais comum do termo, representa o período em que duas pessoas resolvem revelar sua capacidade de suprir as carências afetivas um do outro. Enquanto estão se conhecendo, ambos acusam o amor que lhes faz dedicar o carinho, o afeto, a cumplicidade, a lealdade, a mansidão, etc.
Assim, duas pessoas iniciam um relacionamento e planejam a eternização do que prometem no namoro.
O casamento carece de namoro. O casamento deve ser a continuidade de todos os insumos emocionais comprometidos no namoro.
Hoje, na véspera do dia dos namorados, comecei o sábado participando de uma cerimônia de casamento – belíssima, por sinal: com direito a carruagem, marcha nupcial, pais e noivos emocionados, amigos enxugando lágrimas, tudo muito bem testemunhal para tão linda cerimônia. Oro para que o casal continue este namoro – que não encerrou no casamento, antes, o casamento é o marco que inaugura a continuidade de todo o afeto despendido até hoje, no altar.
Posso, particularmente, dizer que tenho uma namorada cujo carinho e respeito para comigo não ficaram nos anos que antecederam ao nosso casamento. Esta semana pude, mais uma vez, contemplar o quando eu ganhei por ter me casado com minha querida Jesiana, com quem mantenho meu namoro – não com a mesma intensividade dos anos pré-casamento – mas com a continuidade sincera e genuína de quem realmente ama. Vez por outra, minha natureza forte e encrenqueira me faz substituir o afeto pela birra, o carinho pela hostilidade, mas tudo muito passageiro. O que nunca me permiti foi ser desleal.
A deslealdade resulta em desrespeito. O desrespeito gera o desprezo. O desprezo é desonra. A desonra fere, mata uma relação.
O casal deve sempre regar sua relação para que não fique à mercê do desgaste, e depois ter que culpar um ou outro. O que vale mesmo é o que foi prometido no namoro. Creio que todos aqueles que se casam apenas o fazem para manter o que experimentaram no namoro. Assim o seja! Amém!
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AS DUAS MARCHAS
8 06 2011Estamos prestes a assistir duas grandes marchas em São Paulo. A capital paulista sedia as maiores do mundo em suas categorias: a maior marcha gay e a maior marcha evangélica.
O tom que se dá nas prévias das duas marchas me preocupa. Do lado de cá, o nosso “evangelicalismo” ruge com sua bandeira anti-gay, combatendo a homossexualidade e o PL 122 (que já foi assunto aqui neste blog). Do lado de lá, os gays preparam um protesto à fé cristã, ironizando a lei bíblica do amor – “amai-vos uns aos outros”. Há até mesmo um grupo de pseudo-evangélicos que vai marchar na passeata gay, com trio elétrico e discurso anti-homofóbico.
O que mais me incomoda nestas duas passeatas é este tom bélico, recheado de burrice e injustiça.
A burrice se situa nas motivações. No caso dos gays, é burrice sair pelas ruas apenas para dizer que é gay, expondo sua intimidade a quem sequer se interessa. Ninguém precisa de uma passeata para “sair do armário”. Posso apostar que muitos gays não vão à esta passeata por acharem uma bobagem esta ostentação pública de sua opção sexual.
É também burrice associar a homofobia aos evangélicos só porque estes pregam contra o homossexualismo. É burrice, pois o termo homofobia não se aplica à crítica. Sair pelas ruas acusando os cristãos de homofóbicos é incitar contra a liberdade de expressão e até promover o ódio de ambas as “castas” uma para com a outra. Tolerância somente será atraída pela tolerância, nunca pela força.
Se a motivação de quem vai para a Marcha para Jesus for a mesma dos integrantes da Marcha Gay, ambas são igualmente nojentas. É burrice um evangélico sair pelas ruas apenas para dizer que é evangélico. Do mesmo modo, é burrice pregar uma ditadura cristã comprometendo a essência do Evangelho. É burrice ostentar a glória da multidão somente para dizer que “somos mais do que eles”. O evangelho é pregado com amor – este sim, sem ironia – ainda que seja para dizer que não aceita a prática do homossexualismo.
A injustiça está na interpretação. As pessoas que vão a uma e a outra marcha estão entendendo que são defensoras de suas classes. É injusto pensar assim, pois isto minimiza qualquer relevância que os eventos reclamam para si.
Pela inteligência e pela justiça, sejamos sóbrios.
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ADÃO, ONDE ESTÁS?
30 05 2011Adão havia se escondido de Deus por causa do pecado.
Também somos assim. Nos escondemos quando pecamos.
Nos escondemos em nossas justificativas, criamos algumas barreiras e tentamos coser nossas “vestes de justiça” que nós mesmos inventamos.
No seu esconderijo, ingenuamente Adão achava-se capaz de não ser visto por Deus.
Adão temera a voz de Deus? Não somente! Adão temera o próprio Deus. Sua consciência o acusava de seu pecado, e, como todos nós pensamos, Adão acreditava que aquela infração iria diminuir o amor de Deus por ele.
Deus o chamou: Adão, onde estas?
Deus já sabia onde Adão estava, mas instou para que sua criatura soubesse outras verdades que ainda não lhes eram ciente. O fruto do conhecimento não fora capaz de revelar a Adão o tamanho do amor de Deus. Por isso, o Pai se apresenta e lhe chama.
Interpreto o chamado de Deus. Quando “procura” por Adão, Deus lhe afirma: seu pecado não diminuiu Meu amor por você, filho! Nada que você faça será capaz de diminuir ou aumentar meu amor. Continuo velando por ti.
Deus não desistiu de Adão. Mesmo que o pecado tenha contaminado a raça humana, a terra e toda a descendência, Deus pregou o evangelho para Adão. O proto-evangelho, obviamente. Anunciou a vinda do Messias, acenou para a morte como caminho da vida e deu ao homem a esperança de que em Cristo podemos ter nossos pecados lavados, tornando-se mais brancos que a pura lã.
Não precisamos nos esconder. Temos em Deus nossa refúgio, nossa segurança e certeza de que já providenciara Seu plano maravilhoso para nos resgatar e nos fazer participantes de Sua natureza. Deus não desiste de nós. Amém.
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HOMOFOBIA
18 05 2011Enquanto dirijo, quase sempre sintonizo a rádio BandNews FM. Hoje cedo, no programa do Ricardo Boechat, foi o dia do comentário do sociólogo Antônio Lavareda. Tema do colunista: as reações à decisão do STF de aprovar, por unanimidade, à Ação enviada pela Procuradoria Geral da União que concede direitos civis aos casais homossexuais.
O colunista – bem chancelado pelo apresentador – disse que uma sociedade com poder econômico maior e nível de escolaridade mais elevado é mais tolerante aos direitos dos homossexuais. Apoiado em alguns números estatísticos, Lavareda acentuou sua fala lamentando que no Brasil ainda haja resistência ao que o STF decidiu. Apontou a comunidade evangélica como sendo o grupo que mais reage ao casamento gay e finalizou seu comentário reforçando sua esperança no desenvolvimento econômico e intelectual para que a causa gay seja vista com mais naturalidade.
Pelas vias do silogismo, entendi perfeitamente que o sociólogo quis associar o movimento evangélico à intolerância, à ignorância e à pobreza. Senti-me agredido! A repulsa dos evangélicos não é desprovida de sentido! A reação contrária à decisão do Supremo está em perfeita sintonia com a fé declarada dos cristãos, e isso tem que ser respeitado. Não se trata de ignorância nem pobreza. Além disso, o Supremo contrariou também ao conceito Constitucional de família, que sugere a união de um homem a uma mulher.
Em linha paralela, os grupos de defesa dos direitos GLBT também associam a comunidade evangélica à homofobia, em razão da posição contrária dos cristãos ao PL 122, que tramita no Congresso Nacional.
Somente um tolo pode associar a homofobia aos evangélicos. Nenhum evangélico promoveu – até onde se sabe – qualquer ato de violência contra homossexuais, nem mesmo incentivou tal prática. O que os evangélicos fazem – com direito assegurado pela Constituição – é criticar o comportamento homossexual bem como o Projeto de Lei que quer criminalizar a opinião.
Eis-nos, mais uma vez, diante de uma manifestação que ocorrerá em Brasília, que deverá reunir um considerável número de evangélicos e outros cristãos para protestar CONTRA O PL 122 – não contra os homossexuais. A lei é uma aberração e sabemos que não há necessidade dela.
Pessoalmente, não creio que a aprovação do PL 122 – caso ocorra no Congresso – venha impedir o evangélico de protestar contra a prática homossexual. Isso não vai acontecer. Mas, certamente, os homossexuais já acenaram que eles é que agem com intolerância. E quererão se apoiar na Lei para provocar, constranger e agredir a opinião cristã: o que já estão fazendo ao chamar pastores de “gays enrustidos” ou acusar de intolerantes fundamentalistas. Uma incoerência: alegam que são discriminados, e respondem com esta moeda.
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SUBINDO JUNTOS
16 05 2011Algo me impacta em Isaque. O filho jovem de Abraão parecia opaco e passivo diante da proposta de seu pai para juntos subirem ao monte Moriá, onde o rapaz seria oferecido em sacrifício. Isaque poderia dar um drible no pai, e simplesmente se negar a subir.
Mas há algo muito impressionante no comportamento do filho. Ele fora contagiado pela fé de Abraão. Isaque sabia exatamente o que significava obedecer a Deus, o que significava levantar sacrifícios, o que significava servir ao Senhor Soberano. Ou seja, Abraão já havia incutido em Isaque o temor que faz alguém se render incondicionalmente à vontade de Deus.
Subiram juntos! O pai exercia influência importante sobre o filho. Abraão não precisou argumentar muito com Isaque, pois o rapaz já trazia em sua história a referência de um pai temente a Deus.
Pergunto-me: que tipo de pai sou?
Tenho orado para que meus filhos possam ser também contagiados pela fé que tenho. Trago este exemplo de minha mãe (já que não conheci ao meu pai que falecera quando do meu nascimento), que nunca negou seu amor ao Senhor. A despeito do sofrimento, da dor, da escassez, vi nesta mulher o exemplo de fé que ficou impregnado em meu coração. Isso certamente me inspirou para o serviço que presto até hoje ao meu Deus.
Quero ser como Abraão. Quero ser como minha mãe. Quero poder deixar para meus filhos o exemplo de uma fé que está acima de tudo, de uma fé que nos faz render sem reservas ao nosso Deus. Oro todos os dias para que Kemuel e Kandace vejam em mim esta fé. Quero-os comigo, subindo juntos ao monte do Senhor – não para um sacrifício morto, mas para o sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é nosso culto racional.
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ORFANDADE?
13 05 2011A orfandade tem sua relevância seja para a sociologia, seja para a psicologia. A orfandade tem relevância para mim, enquanto pessoa. Fui órfão. Meu pai morreu quando eu tinha um mês de idade. Minha orfandade teve fim quando me tornei responsável por mim mesmo.
Todos temos medo de ficarmos órfãos.
Desde o nascimento, quando o bebê se sente “abandonado” pelo útero, chora seu desespero por se sentir “órfão”. E, ainda na sala de parto, é posto no colo da mãe e estabelece, ali, um novo sentimento de proteção, carinho e acolhimento. Não se sente mais órfão.
Jesus sabia que sua morte e posterior ascensão causaria nos seus discípulos um sentimento doloroso de abandono e orfandade. Sabia que aqueles que caminhavam de volta para Emaús levariam em seus corações o desprezo, a frustração da ausência e do silêncio de Deus em sua caminhada. Por isso, Jesus os acompanhou.
Em seu discurso de “despedida”, Jesus assertivou: não vos deixarei órfãos, voltarei para vós.
Não há orfandade para os que receberam a Cristo. Seu Espírito nos alimenta com Sua presença contínua, com seu amor, com sua graça e sua proteção. Não estamos sozinhos. Jesus é o Emanuel – Deus Conosco! Não apenas conosco, mas EM nós. Essa é a glória do Espírito – de trazer Deus em vida para nosso espírito, a fim de que não nos sintamos órfãos. Parousia.
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“ALÉM DO AMOR NÃO HÁ NADA”
9 05 2011“O tempo passa? Não passa!” diria o poeta mineiro. Na opinião de Drummond, o coração tem o poder de eternizar certos sentimentos; o amor, escutando o apelo desta eternidade, coloca-se acima do tempo.
Hoje estou olhando por sobre meus ombros e me vejo há 13 anos, bem aqui, pertinho, em frente à pessoa que conseguiu com sua naturalidade e beleza fazer este meu sentimento transcendente assim. Hoje, nos nossos 13 anos de casados, eu vejo “Meu Bem” – quando ainda adolescente – e miro seus olhos marcando o início de algo que se tornaria sem fim. Repito Drummond: “nosso” aniversário é um nascer toda hora.
Sou feliz no amor. “Além do amor não há nada”.
Não preciso escrever muito. Há coisas que não se traduzemem palavras. Apenas quis registrar que o meu amor por minha Jesiana está muito vivo, “…e sempre, e tanto, que mesmo em face do maior encanto, dele se encanta mais meu pensamento”.
E se eu voltasse no tempo? O tempo para mim ainda é o mesmo, no meu coração. Não precisa voltar. O amor não envelhece. O amor não muda. Se mudar, não é amor.
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