APLAUDIU CEDO DEMAIS

5 10 2010

Postei há alguns dias meu texto “Não aplauda, ainda”. Era um recado para os eleitores de DILMA. Estavam muito confiantes de que ela ganharia no primeiro turno. Graças a Deus, MARINA fez toda a diferença.

Eu disse algumas vezes aqui que não acreditava em pesquisa. Não preciso provar o por quê. Os institutos de pesquisa levaram chumbo grosso. Disseram que Marta e Netinho estavam garantidos no Senado por São Paulo, e na verdade, Aloysio Nunes é quem despontou em PRIMEIRO LUGAR. Disseram que MARINA tinha 9% das intenções de voto, quando obteve 19%.

Pois bem, devo ainda dizer que as pesquisas são o mais poderoso instrumento de manipulação de que o Lulismo se aproveita. Eles sabem que a população incauta se deixa levar pelos números e vota em “quem está ganhando”. Assim, as pesquisas INDUZEM a realidade, e muitas vezes acabam acertando – pela indução.

O grande problema é que as pesquisas de fato são feitas, são – legalmente – corretas, inclusive registradas em cartório. O caso é que ONDE as pesquisas são feitas é muito significativo. Por exemplo, se quero saber como anda minha popularidade entre os evangélicos, basta eu entrevistar o povo que congrega na Igreja da qual faço parte. Talvez eu tenha muitos desafetos (ninguém agrada todo mundo), mas certamente terei um alto índice de aprovação.

Lula tem 90% de aprovação popular? Tem sim – no NORDESTE, onde ele é considerado o Pai dos Pobres. Assim,os institutos que pesquisarem ali certamente terão estes números.

Sei que os entendidos de estatística vão discordar de minhas considerações, pois dirão que há métodos técnicos, princípios éticos pelos quais as pesquisas são desenvolvidas. Aceito suas observações, mas não me convenço. Como disse o José Serra – em quem voto neste segundo turno – não foram as pesquisas que definiram o segundo turo, mas sim, o fato do eleitor se manifestar indesejoso do modelo lulista continuar imperando…

Fica minha insistente sugestão aos eleitores de Dilma: não aplauda antes do tempo. O maestro pode reclamar!





VOTO CONSCIENTE

1 10 2010

Aqui estamos nós, na reta final da campanha para o primeiro turno das Eleições. Creio no (e espero pelo) segundo turno.

Coisa maluca o que assistimos até agora. A indústria de boataria inventou, manipulou, provocou, viralizou e fez de tudo para favorecer um e desfavorecer outro candidato. Sinto uma certa angústia neste momento, pois tenho a impressão de que a campanha conseguiu avançar muito pouco na tomada de consciência da população.

As pesquisas (nas quais já disse que não acredito) apontam a preferência popular para Dilma. Parece brincadeira. Quem é Dilma? Os eleitores dela certamente não sabem responder. É que a grande maioria não está votando em Dilma, e sim, em Lula. Foi isso que o “Irmão Lázaro” declarou quando publicou seu voto favorável a Dilma. Tolice popular.

No gueto evangélico, houve até o cômico embate do Pastor Malafaia com o Caio Fábio: ambos equivocados. O primeiro, infeliz na sua posição – por tentar influenciar seus admiradores com base em argumento paupérrimo – em que chama de dissimulada a presidenciável Marina Silva. O segundo, num tom recheado de fúria, tentou atingir Malafaia com outros argumentos nada condizentes com a ética.

Depois, vem a declaração de um tal Reverendo Izaías, que se diz líder de 27 mil pastores no Brasil. (Quem dera! nunca foi.) Este dirigente da Ordem de Ministros apóia Dilma, assim como o líder da Universal e o da Assembléia de Deus Madureira. Tolice remunerada.

Marina Silva reivindica para si as qualidades de uma governante que, além de inteligente, reserva o melhor conteúdo programático da campanha. Marina Silva é a mais grata surpresa destas eleições. Conseguiu – sem coligação, sem tempo de propaganda na TV – arrebanhar uma multidão de eleitores (inteligentes) na sua onda verde.

Meu irrestrito apoio a Marina Silva é por pura consciência. Não me deixo levar pela manipulação seja de quem for. Não me convenço dos argumentos toscos de quem quer que seja. Decidi há mais de ano que, caso se candidatasse, Marina seria digna do meu voto. E não estou sozinho. Há esperança para este Brasil.





AINDA HÁ TEMPO

21 09 2010

Ainda há tempo.

Ainda há tempo de nossa gente se posicionar, de enxergar sem paixões partidárias. Há tempo para, em um único dia, mudarmos a cara deslavada da política nacional. Defendo a democracia, defendo o dever de todos em interferir no processo eleitoral. Fico indignado quando alguém diz que não vai votar, ou vai votar nulo, como um protesto contra a baixaria política.

Ainda há tempo para os cristãos refletirem sobre os riscos que o Brasil corre caso a candidata do PT seja eleita. Ainda há tempo para alguém – ainda que por curiosidade – busque informações históricas sobre a mulher que se diz a mãe do Brasil: uma assumida guerrilheira comunista que sempre sonhou em usurpar o poder para instaurar seus intentos leninista-marxista.

Ainda há tempo para deixarmos a letargia. Ainda há tempo.

Não gosto de espiritualizar o processo eleitoral, como alguns líderes estão fazendo. Não vejo pela ótica do misticismo. Vejo o processo como algo que precisamos intervir pelo bem da nossa Nação. Ainda há tempo.

Mas o tempo está passando. Fico muito preocupado com as pessoas que estão se deixando levar pela indústria da boataria. Fico preocupado com a manobra habilidosa dos institutos de pesquisa. Fico preocupado com a habilidade sorrateira do Governo em potencializar os escândalos em favor de Dilma, quando tudo mostra justamente o contrário.

O tempo passa… Mas ainda dá para mudar. Basta que todos se empenhem – não como os militantes que ostentam bandeira – mas de forma aguerrida em favor do Brasil.

Se você acredita que pode ser util neste processo, por favor, intervenha dizendo não a DILMA. Doa a quem doer.





POLÍTICA NÃO É JOGO

13 09 2010

No interior da Bahia, quando estive lá semana passada, ouvi de algumas pessoas uma conhecida frase: “vou votar em Dilma, para não perder meu voto”. Ou seja, havia gente dizendo que não vai “desperdiçar” o voto, portanto, se rendendo ao que as pesquisas (nas quais não acredito) afirmam.

Pois bem, devo dizer que este discurso é muito tolo. Dizer que só vai votar em quem está ganhando é renegar princípios e encarar a política como um futebol – o que nosso Presidente (e sua sombra) insistem em fazer. Mas política não é jogo.

Devemos votar por princípios. Se tudo na nossa vida é regido por princípios, as eleições também. Assim, se tenho a bíblia como regra de fé e prática, cujos princípios condenam o aborto, o homossexualismo, a avareza e o engano, então, devo procurar votar em candidatos que não contrariam meus princípios.

Para Presidente, já decidi: voto em Marina Silva. Creio na inteligência desta mulher e estou certo de que seus princípios e sua história darão ao Brasil um quilate maravilhoso no Governo. Marina é gente simples, que batalhou pela vida, apenas teve acesso aos estudos a partir dos 17 anos e se firmou na política com presteza e seriedade. Além disso tudo é cristã evangélica, e nunca negou sua fé para fazer política. Gosto disso nela.

Lamento que tenham alguns que votam em Dilma. Lamento que esta mulher tem as mais evidentes chances de chegar ao poder – o que poderá ser um desastre. Mas, fazer o que? Ainda há gente que se deixa levar pela plástica dos programas, pela concepção errada do pleito, que desconhece a importância de decidir. Lamento.

Apenas sugiro aos meus leitores: sigam seus princípios, apenas isso. Antes de votar, por favor, analise o histórico dos candidatos e seus programas. Não seja levado pela barganha nem pelo favorecimento corrupto. Seja sóbrio em toda a vossa maneira de viver.

Deus nos dê corações sábios!





(RE)COMPENSA!

4 06 2010

Há quem diga que nós somos recompensados pela capacidade que temos de resolver problemas. Esta premissa definiria, inclusive, o nosso salário. Talvez explique porque muita gente empreende esforço demasiado em determinada tarefa e ganhe menos que outros que fazem quase nada, mas tem salários elevadíssimos: a diferença reside na qualidade do problema que cada um resolve.

Ok, estou convencido.

Somente fico pensando no salário dos jogadores de futebol. Por vezes procuro saber qual problema eles resolvem para serem tão bem recompensados.

Alguém diria que o salário deles é resultado do montante de dinheiro que o futebol movimenta. Claro. Nem ouso questionar isso. Questiono mesmo a premissa que abre este post.

Assisti ao amistoso do Brasil, esta semana. Assisti aos jogos do Brasileirão, amargando a derrota do São Paulo – time para o qual meu pequeno Kemuel torce. Fiquei pensando: o que o futebol acrescenta na vida?

O pior mesmo foi o que ouvi num comercial, sobre a seleção brasileira: “O destino do Brasil nos pés dos 11 craques da Seleção”. Jesus! Qual destino? O Brasil ficará maior ou menor após a copa? Que serviço nos prestam os atletas para definir o destino do Brasil? Certamente o comercial apelou!

Ora, ainda estou pensando sobre tudo isso. Aqui posto apenas meus questionamentos. Acho que nosso povo está carente de alguma coisa que melhore sua auto-estima, que favoreça seu estado de espírito. Na ausência de algo mais substancial, fiquemos com o futebol.





MAL RELATIVO

1 05 2010

Não gosto de relativizar as coisas. Sei que há absolutos que não permitem isso. Mas não posso negar que há casos em que o mal provoca algum bem, dependendo do ponto de vista.

O bem da funerária é o mal do enlutado. A fama de Cembranelli resultou da desgraça dos Nardoni. Há policiais que só serão heróis se algum incidente mal acontecer. Eu mesmo, quando era repórter, me flagrei torcendo pela desgraça alheia para dar um furo de reportagem.

Deixe-me explicar. Era um domingo, 27 de janeiro de 2001. Estava de plantão com minha equipe de reportagem no interior da Bahia. Recebi a ligação do Inspetor da Polícia Rodoviária, relatando um acidente na BR. Por lapso de segundos, me vi no Fantástico, com o furo de reportagem. Mas fiquei desapontado, pois o acidente não resultou em morte – de preferência a morte coletiva.

Foi exatamente neste instante que o Espírito Santo me alertou para o mal que eu queria em troca do “bem” que me sucederia. Miserável homem que sou! No outro dia, pedi demissão.

Ontem assisti a uma reportagem que expôs os dois pichadores do Cristo – no Rio. Segundo a repórter, os pichadores dão uma despesa de 200 mil ao governo – para limpar as paredes pichadas. Vistos de outra ótica, pode-se dizer que os pichadores garantem o salário dos que limpam os muros, garantem o trabalho da prefeitura, encadeiam a reportagem das tvs. Quem assistiu a “O Quarto Poder” sabe do que falo. Que “bem” é este que resulta do mal?





FALA POR MIM, CIDINHA!

29 04 2010

Não conheço a Deputada, nem posso advogar suas motivações. Mas, SEM SOMBRA DE DÚVIDAS – se é que a dúvida tem sombra – ela disse tudo o que nós não teríamos coragem de dizer. Este vídeo já viralizou na internet, mas não acho demais postar aqui. Assista, por favor, até o fim.





RAÇA DE HIPÓCRITAS

18 02 2010

Acho muito interessante a forma como Jesus desenvolvia sua ética social. O Mestre rasgava o verbo contra os hipócritas, aqueles que se escondem por trás de uma máscara de perfeição, mas não passam de sepulcros caiados.

Gostaria muito de ver Jesus atuando no Brasil, com toda sua veemência e coragem. Ele decerto pregaria na porta do Supremo, do Congresso e do Governo: RAÇA DE HIPÓCRITAS.

A prisão do Governador Arruda é uma verdadeira hipocrisia. Em nome da moral, da correção e da política limpa, decretaram a prisão do governador do Mensalão. O DEM, que adjetivou o mensalão de Brasília, fez igual aquelas igrejas radicais que excluem seus associados por descumprirem suas doutrinas. O DEM excluiu Arruda.

Quando assisto às reportagens sobre o caso, confesso que rio muito. Vejo a safadeza daqueles que põem a cara na TV para pregar uma moral que NENHUM deles ostenta. São todos hipócritas! Arruda é apenas um bode expiatório.

Alguém chegou a dizer que a prisão do governador do mensalão era uma esperança de moralização da política brasileira. Ledo engano. A prisão de Arruda é apenas o véu que os políticos hipócritas colocam sobre o rosto para se passarem de santos.

Deus nos “arruda”!





ASSÉDIO POLÍTICO

8 02 2010

Este é o ano! Sim, este é o ano dos assédios políticos. Pastores, preparem-se!

Desde dezembro estou sendo assediado por políticos que querem patrulhar os votos da igreja. Propostas muito boas: desde ofertas pessoais até realização de eventos gigantescos patrocinados por eles. Tudo com a finalidade de acurralar os membros e garantir uma boa votação.

Não tenho qualquer interesse! Estou me referindo ao meu desinteresse pela barganha, pelo patrulhamento de votos, pelas cruzadas eleitoreiras. A igreja consegue viver sem elas, está provado.

Aparte o assédio. Sou favorável que a igreja se posicione politicamente, que eleja com sabedoria os representantes do povo, que cumpra sua missão social, que avalie os candidatos por suas propostas. Tenho também minhas preferências, mas não me esforçarei nem um pouco para influenciar alguém. Chega de decepções.

Posso garantir, por experiência própria, que nada pode ser mais desgastante e prejudicial ao bom andamento da igreja do que o envolvimento ostensivo com as campanhas eleitorais. Que Deus nos livre, e nos dê sabedoria necessária para desenvolvermos nossa missão sem nos render à ambição (veja artigo – Missão e Ambição – neste blog).





A RELIGIÃO NEGRA

21 11 2009

As homenagens a Zumbi dos Palmares, especialmente as realizadas pela igreja Católica e pelas religiões afro-brasileiras, distanciam o povo brasileiro de um dado curioso: o maior segmento religioso em número de negros no Brasil é o pentecostal.

Há quem diga que a segregação, o preconceito e a pouca oportunidade que os negros têm se ascenderem socialmente são alguns dos motivadores da conversão dos negros ao pentecostalismo. Justificam: o segmento evangélico favorece a ascensão social, dando aos negros condições de se posicionarem como líderes de brancos, ou a frente de um expressivo número de pessoas – o que raramente aconteceria em outros segmentos sociais.

O assunto faz parte da discussão muito coerente de Marco Davi de Oliveira, no livro “A Religião mais Negra do Brasil” (Mundo Cristão, 2004). Segundo o autor, os negros encontram no pentecostalismo uma liturgia mais próxima de sua origem, além da igreja pentecostal “ter chegado mais perto daqueles que eram marcados pelo estigma do desprezo social” (p. 51).

Em se confirmando tal assertiva, dever-se-ia corrigir a ênfase que a Nação dá a outras religiões quando se fala em negritude. A igreja evangélica pentecostal conseguiu atrair para si um numeroso contingente negro, marcando definitivamente o “genoma” evangélico brasileiro.

Na concepção doutrinária pentecostal tal distinção não pode existir; todos são vistos como um só povo, sob governo de um só Senhor, tendo em si um só Espírito. Destarte, segregar uma raça certamente contraria o princípio da Palavra. Somente há uma raça – a humana – considerada na Bíblia, daí porque “seja negro, seja branco”, todos são do mesmo modo um só em Cristo.

Tal posição doutrinária, no entanto, não ofusca a realidade social do número de negros nas igrejas evangélicas. Este dado deve indicar algum valor na pregação evangélica que sinaliza positivamente para a conversão dos negros. Talvez, neste aspecto, valha uma investigação mais apurada que revele ao Governo um dado digno de atenção: os pentecostais são oficialmente a religião negra do Brasil, reivindicando para si o apoio cultural que tem sido desviado para outros segmentos religiosos que se afirmam essencialmente negros.








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