O QUE O CASAMENTO ANUNCIA

17 02 2012

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Diante de uma cerimônia de casamento entrego-me ao espanto. Não um espanto negativo, como se estivesse assustado pelo que vejo, mas o espanto no sentido do temor e da reverência que dispenso ao ato.

Acredito na instituição do casamento, acredito no poder que emana dela. Quando os noivos se convencem de que devem levar a sério a aliança e se permitem ao casamento, eles proclamam algumas verdades dignas de honra: para a sociedade, para si mesmos e para Deus.

Primeiro, anunciam para a sociedade o valor do casamento como ato inaugural de uma família. Eles tornam público o desejo de construir uma relação familiar e oferecem à sociedade mais uma coluna para sustentação do sistema, para a manutenção do ciclo que perpetua a vida.

Segundo, eles dizem a si – diante dos outros – que o sentimento que os levou ao altar é o fundamento de que precisam para dar continuidade à caminhada a dois. O casamento alimenta o amor – e as demais sensações dele oriundas.

Por fim, e não menos importante, é a proclamação espiritual que o casamento faz, como um “ato profético”. É que a Bíblia sugere que o arrebatamento da igreja – quando Cristo Jesus vier em glória para o estabelecimento do Reino Eterno – é comparado a um casamento. Portanto, a bíblia começa com um casamento (Adão e Eva) e termina com outro casamento (Cristo e a Igreja). Quando os noivos se posicionam no altar, eles estão apontando para o Grande Dia do Senhor, o que faz da aliança matrimonial a mais sugestiva união.

São estas as razões que me fazem reconhecer o valor da aliança, o peso da responsabilidade – do casal e do ministro – e a glória que há no casamento.





UM POUCO DE TIETAGEM

17 02 2012

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Giorlando Lima foi meu chefe quando dos tempos de TV no interior da Bahia. Recentemente ele publicou em seu blog um texto sobre um encontro inusitado com a atriz global Guta Stresser – a Bebel de “Uma Grande Família”. Aparte o brilhantismo do meu ex-chefe em transformar este encontro em arte, traduzindo suas impressões num belíssimo texto, fiquei bastante surpreso com sua confissão de tietagem. Em seu texto, ele diz: quem não gosta…. Pensei comigo: eu!

Quando trabalhei na TV tive a oportunidade de entrevistar algumas personalidades do mundo das estrelas, a exemplo de Ivete Sangalo, Bel (do Chiclete com Banana), Zeca Baleiro, Geraldo Azevedo, Fernanda Montenegro, Luis Melodia, entre outros. Quando estive em Brasília, num estágio de 30 dias na Globo, fiquei lado a lado com Delis Ortiz, Alexandre Garcia, Eraldo Pereira e outros figurões da TV, isso para não falar nos políticos aos quais vi, falei e entrevistei. Não tenho lembrança se houve algum encantamento quando os conheci.

Hoje, no entanto, rendo-me ao que disse me amigo Giorlando. Todos temos nosso momento de tietagem. E eu mesmo tive o meu.

No embarque de Vitória-ES para São Paulo eu vi, de longe, o David Quinlam – uma referência da música evangélica nacional – e fiquei louco para falar com ele. No entanto, ele estava atendendo a uma criança. Quando terminou de falar ali, teve que se dirigir ao avião. Não falei com ele. Tomei um café e me sentei esperando meu vôo, ainda pensando no David Quinlam. Ao meu lado, fiquei quase extasiado quando vi o Pregador Luo. Não contive minha admiração: “Luo!” E ele respondeu com o mesmo calor, como se já me conhecesse.

Eu gosto do Pregador Luo por causa do meu filho, Kemuel. Ouço quase todos os dias as músicas de Luo, e fico quase sempre cantarolando “Árvore de Bons Frutos”. Em um pequeno e precioso tempo, falei com o Pregador sobre meu filho, sobre minha admiração por ele (Luo), sobre suas músicas e seu conteúdo forte e inquietante, e ele me respondeu com uma simplicidade digna de apreço. Embarcamos no mesmo voo e ganhei dele uma revista Rap Nacional que traz sua foto na capa. Lá no meu canto, já um tanto afastado do rapper, lembrei-me de Giorlando.

Agora, reconhecendo que também sou tiete, acho que minha postura reticente diante de alguns artistas era por mero orgulho. Mas, depois que li Giorlando, cheguei a conclusão que o que tenho mesmo é receio de levar algum esporro, ou de não ser correspondido, ou de pagar algum mico (Giorlando conta que a “Bebel” deu um esporro nele). Ao contrário, o pregador Luo me fez sentir muito bem com sua receptividade tão marcante. E me falou, com seu comportamento, que o fato de alguém fazer parte do mundo da fama não significa que seja inacessível ou que deixou de ser gente.

Acho que agora vou ser mais assertivo e, sempre que tiver oportunidade, ousar me aproximar das figuras que admiro. Quem sabe, entre simpatia e esporro, eu consiga tratar comigo mesmo a reserva exagerada (!?).

Obs. Para quem quiser conhecer o eu ex-chefe: http://blogdegiorlandolima.wordpress.com/





SACOS DE PAPEL

10 11 2011

Netinho Brito é cunhado meu; Naiara é casada com outro cunhado, Jesimiel; Cristiano é irmão de Naiara. Os três, Cristiano, Netinho e Naiara montaram uma empresa ecologicamente correta, a CNN, em Vitória da Conquista, interior da Bahia. A finalidade da empresa é tirar das padarias as sacolas plásticas e substitui-las por sacos de pão. Os sacos, distribuídos gratuitamente para as padarias, trazem publicidade do tipo catálogo, com as empresas parceiras que visam ao mesmo fim ecológico.

Na Europa, especialmente em Portugal – onde nasceu a idéia dos sacos ecológicos – a proposta é um sucesso. No Brasil, o sucesso se repete no Sudeste e no Sul. No Nordeste, ainda está em fase de implantação.

Quando eu soube da parte de Netinho Brito que eles estavam levando a proposta para minha cidade, achei que era uma iniciativa ousada e nobre. No entanto, para minha decepção, meus conterrâneos acenaram com tanta ignorância diante da proposta que a CNN está tendo uma dificuldade descomunal de imprimir a cultura.

Há exceções, obvio, no que se refere à ignorância. No entanto, soube que alguns clientes de padarias se recusam a receber os sacos de papel alegando que podem “contaminar” os pães. Parece piada, mas é verdade. Dizem que a tinta usada para a impressão do catálogo no saco pode comprometer a qualidade dos pães. Meu Deus, quanta ignorância!

Sinceramente, não escrevo isto aqui para advogar os meus amigos, pois seria uma atitude idiota. Eles não precisam de meus argumentos. O que realmente me incomoda é a estultícia de alguns que se julgam inteligentes. Não é fácil vender um conceito para quem insiste em rejeitar o conhecimento. Especialmente, meu desapontamento é com aqueles clientes que recusam os sacos de papel e preferem eternizar o impacto negativo contra a natureza com as sacolas plásticas.

Lamento. Enquanto meus conterrâneos conquistenses resistem aos sacos de papel, onde moro atualmente – Guarulhos/SP – vejo as padarias insistirem cada vez mais com o uso destes. Raramente compro pão para não vir em um saco de papel (com direito às mais variadas impressões nele).  E toda vez que saio da padaria, tenho a ligeira impressão de que estou fazendo algo bom. O meio ambiente agradece.





GUERRA TOLA

28 10 2011

Essa batalha entre heterossexuais e homossexuais ativistas parece que não vai acabar tão cedo. De um lado, os ativistas “hetero” ostentam valores cristãos para combater os ativistas “homo”. Do outro lado, os “homo” abestalham todo argumento contra eles e acusam qualquer opinião como sendo homofóbica.

Já disse aqui, em outro momento, que os ativistas gays que associam  à homofobia qualquer posição contrária ao homossexualismo são rudes e estúpidos. Afinal, ser contra a prática do homossexualismo não configura homofobia. Esta reside na prática intolerante e agressiva contra os homossexuais, ou mesmo na discriminação pública que exponha os gays ao desprezo. Assim, há que se qualificar a homofobia para que os ativistas gays não saiam por aí com espada à mão condenando todo cristão que se mostre contrário ao homossexualismo.

Pois bem, também considero rude certo comportamento dos ativistas “hetero”. Por exemplo, levantar uma bandeira política contra o casamento gay é a clara demonstração de ignorância. É que um casamento entre pessoas do mesmo sexo NUNCA SERÁ POSSÍVEL, ainda que haja leis que o promovam. Explico: o conceito de casamento é o do estabelecimento de uma unidade por pares opostos. Assim, pares iguais poderão ter um relacionamento, mas nunca uma unidade, consequentemente não haverá casamento entre estes.

Será que uma lei poderia mudar isso? Jamais! O que uma lei pode fazer é garantir aos pares homossexuais (não ouso chamar estes pares de “casais”) os direitos que são assegurados aos CASAIS (estes, legitimamente, configurados entre sexo oposto). Isto sugere que a guerra se situa em outro campo – o do direito – não no campo da sexualidade.

Sei, porém, que toda esta confusão reserva em si um apelo político, finalizada mais na celeuma do que no direito, em si. Para os “homo” isso é muito bom, pois provoca no seio social o incômodo escrachado, fazendo vir à luz a repulsa que era latente em todo “hetero”. Os gays “adoooooram” um escândalo! Para os “homo”, este litígio lhes promove de alguma forma. Pelo menos, alguns anônimos ganham fama quando arvoram a bandeira “anti-gay”, mesmo que não tenham qualquer opinião clara sobre isto, a não ser o quinhão religioso. Que o digam o YouTube e outros blogs virais da internet.





Missão

14 09 2011

Seja feita a tua vontade assim
Na terra como no céu
E se essa vontade passa por mim
Que eu negue meu próprio eu

Tua vontade boa e perfeita é
Agradável se faz em cumprir
Por quem a Ti se render
E com ciso e disposto assumir

Se vires que sou empecilho
Por minha vontade audaz
Permito que irrompas meu brilho
Me chames pra que sou capaz

Tratado e disposto estou
A ser remetido em missão
E ser porta-voz do Eu Sou
Entregue ao mandado de irmão

Cumprir meu chamado de paz
Num mundo hostil e veraz
Me faz entender a bondade
Do Deus que expõe sua vontade
E entrega sua gloria decente
Ao mundo a que busca somente.





A “MALDIÇÃO” DOS 144 CARACTERES

10 09 2011

Eu “tenho” Twitter e Facebook. Meus poucos seguidores são bem participativos. Vez por outra exponho meus pensamentos em 144 caracteres e fico acompanhando a repercussão. Não é nada tão expressivo, mas é o suficiente para escalonar o poder deste instrumento de comunicação rápida.

O twitter e o facebook – como o “foi” o Orkut – exigem certa discrição. Não dá pra sair postando tudo o que vem à mente apenas para se fazer presente.

Particularmente, fico bastante preocupado – por vezes envergonhado – com alguns colegas pastores que publicam bobagens sem qualquer relevância e que apenas expõem comportamento que não deveria ser exposto – mormente para um pastor.

Dizer, por exemplo, que está na praia em plena quarta-feira a tarde em dia comum, sem estar de férias e nem de folga, é uma auto-denúncia. Outro dia, um líder partilhou para seus milhares de seguidores que tem preguiça de estudar. Há ainda os que fazem referência aos cultos em termos chulos: “nossa!” hoje “bombou” na igreja. Ou esta: “Orra! como foi bom“. Isso para não falar em outras aberrações…
Alguém me dirá: não exagera! São apenas marcadores linguísticos! Talvez sejam, mas eu ainda me escandalizo me perguntando: o que o “Nossa!” significa? Caberia bem a um Padre, não é? E o “bombou” diz o que mesmo? E essa interjeição “orra” vem de onde, senão do palavrão em que uma oclusiva bilabial precede?

Acho que todos nós podemos potencializar o uso das redes sociais. Quem faz faculdade, poderia postar suas descobertas científicas que lhe fizeram mais próximo de Deus. No meu caso, eu uso o twitter me lembrando de João Cabral de Melo Neto e sua poesia “catar feijão”.

Outro dia orientei os jovens da igreja e fui incisivo: “potencialize o uso do twitter”. Eu sabia o que estava dizendo. “Sigo” os meus jovens e fico incomodado com o uso da ferramenta para desabafos, desacatos e desatinos. E não o fazem em DM. É tudo exposto, para qualquer curioso ventilar.

Melhor é não ter. Melhor é excluir essa “potroca”, como diz o Pastor Malafaia. Isso mesmo: não sabe usar, então não tenha. Do contrário, oferece munição para quem está planificando seu fracasso.





GRAÇA “CULTURAL”

27 08 2011

Nossa riqueza cultural é realmente impressionante. Basta uma saída pela “terra-brasilis” para se ter uma noção de como as variedades culturais se pluralizam. Sou da Bahia, berço também do meu ministério. Quando cheguei a São Paulo, há sete anos, trouxe na minha bagagem alguns conceitos que tiveram de ser adaptados para a realidade do Sudeste. De volta a Bahia esta semana, mais uma vez me vi imerso na cultura de um povo alegre e “pra cima”, que, como diria meu predileto cantor João Alexandre, “ri até da tristeza”.

Essa variedade cultural é nitidamente presente na igreja. Uma das características marcantes na juventude da Bahia me pareceu, nos dias em que estive com algumas dezenas de jovens no interior de Feira de Santana, a sublimação das experiências místicas e sobrenaturais. Sem igual!

A princípio, fiquei um tanto incomodado com o formalismo de uma galera adolescente. Não que eu nunca tenha visto tal. Eu mesmo, em toda a minha adolescência e juventude, trilhei por este caminho. Minha mãe dizia que eu parecia um adulto em miniatura. Foi mais ou menos o que pensei no início do retiro do qual participei. Mas logo em seguida me convenci de que o perfil desta galera é este mesmo: sua expectativa gira em torno do místico e do espiritual, um tanto diverso do que vejo na juventude de São Paulo.

Durante os dois dias de retiro, ouvi o pregador que dividiu o púlpito comigo asseverar que Deus iria “soprar a cinza do altar” daqueles jovens e iria promover um grande avivamento.  Ele falou primeiro. Fiquei preocupado, pois o clima era de uma atmosfera espiritual numa “redoma” alienada da realidade daqueles jovens. Pensei comigo: “estou perdido, pois não falo a mesma língua do pregador”. A mensagem que eu havia preparado era justamente o oposto – diria eu que Deus não nos deixaria alienados numa bolha de espiritualidade, mas que nos faria – como o fez com a mulher samaritana – voltar para a cidade (ou para a nossa realidade) a fim de transformá-la por nossa experiência com Cristo.

Pois bem, antes de mim ainda havia outro pregador. Pregou no mesmo texto que eu tinha por base – João 4. A mensagem, embora em nada assemelhasse ao do amigo avivalista da noite anterior, também versou pela trilha do sobrenatural – o mundo sob o controle de Satanás. Mais uma vez me vi apertado (embora tenha me identificado bastante com a linguagem sóbria e culta do pregador). Como iria eu dizer que podemos viver para Cristo sem precisar fazer “guerra” espiritual?

Finalmente, fui me envolvendo com a “dinâmica” das reuniões.

Compartilhei as minhas preocupações com “Meu Bem” (que ficara em S.Paulo) e ouvi seu sábio conselho: “seja você mesmo”. Preguei. Do meu jeito. Saí feliz, confortável.

Depois da minha palavra, o meu companheiro de púlpito “encerrou” a mensagem – isso mesmo, a minha mensagem! De carona no mesmo texto versou mais uma vez pelo sobrenatural e o clima foi impressionante. Extasiante! Vibrante, no seu mais puro significado.

A atmosfera espiritual envolveu os jovens e adolescentes como há tempos eu não via desde a minha adolescência em Vitória da Conquista: gente batizada no Espírito Santo, adolescentes profetizando, outros caindo “no poder”, outros pulando, e eu, claro, entrei no “mistério”: chorei, muito emocionado. Não deu para terminar a reunião, que começou às 14h e já havia entrado pelas 18h. E quando o pastor declarou encerrada a reunião, ninguém ousou perder aquela dimensão espiritual. Pelos cantos do sítio, no auditório, no refeitório, nas redes e nos quartos era possível encontrar algum jovem ou adolescente quebrantado, ainda falando “em mistério”. Eu entrei para o meu quarto quase arrebatado…

Fiquei imaginando como seria uma coisa destas em São Paulo. Nossos jovens talvez até se divertissem com o clima, mas a distância da variedade cultural poderia provocar certo desconforto. O horizonte de expectativas de um adolescente do Sudeste parece não ser o mesmo do adolescente baiano. Nossa galerinha de Sampa foca outras coisas, em vistas de seus anseios. Enquanto na Bahia o horizonte é místico, no Sudeste existe uma expectativa asfixiante voltada para outros valores, não menos santos, mas bem menos “emotivos”. Particularmente, eu transito por ambos com a mesma apreciação.

Voltei da Bahia com mais esta concepção em minha bagagem: precisamos respeitar a variedade cultural – desde que não fira os princípios cristãos – para que encontremos o solo no qual a semente da Palavra será lançada. Viva nossa diversidade! Viva nossa riqueza! Viva nossa Bahia! Viva nossa Guarulhos! E cada um viva a sua realidade sem perder a graça – que é tão plural quanto a nossa cultura.

 





“sua tv é uma nojeira moral, Macedo”

20 10 2010




EU RESPONDI AO VOX POPULI

19 10 2010

Nunca havia encontrado alguém que tivesse sido entrevistado por algum instituto de Pesquisa. Finalmente, eu mesmo fui abordado. Na porta de casa, uma pesquisadora do Vox Populi me inqueriu sobre preferências eleitorais, sobre minha fé, sobre minha condição financeira, entre outras perguntas.

No final, ofereceu as alternativas para a pergunta: O que você acha do Governo Lula? Excelente, Ótimo, Bom, Ruim, Péssimo. Ora, eu me incluo no número das pessoas que reprovam o governo Lula. No entanto, que resposta eu daria quanto ao Governo? Dizer que está bom me incluiria no grupo dos que dão aprovação popular ao Presidente? Portanto, aparte algumas boas iniciativas do atual Governo, respondi “ruim” – apenas para não me associar com aquele expressivo percentual que diz aplaudir Lula.

Devo ressaltar um importante detalhe. Eu já afirmei que não acredito em pesquisas. E continuo afirmando isso, mesmo tendo sido entrevistado. Explico: eu moro em Guarulhos – cidade administrada pelo PT. Diga-se de passagem, a prefeitura local tem feito um belo governo, melhorando substancialmente os setores da saúde, educação, habitação e infra-estrutura. Quem mora aqui reconhece isso, por esta razão elegeu para Deputado Estadual o ex-secretário de governo Alencar, e também deu expressiva votação da Janete Pietá, para Deputada Federal – ambos do PT.

Que ligação tem isto com a pesquisa? Ora, a tendência manipulada. Se a pesquisa é feita na cidade onde o governo petista faz um bom trabalho, certamente a tendência aqui é que o povo vote em Dilma. Mas Guarulhos não é o Brasil, nem é o Estado de São Paulo. Isso posto, há razão para que o presidente do PSDB suspeite que haja inverdade nos dados da Vox Populi.

Bem, aparte minha preferência eleitoral, acho que o TSE deveria proibir pesquisas encomendadas pelos partidos políticos, pois, como revelou o primeiro turno, a maioria delas tem objetivo de induzir o eleitor para aquele candidato que está melhor representado em seus números, mesmo que não sejam de todo verdadeiros.





APLAUDIU CEDO DEMAIS

5 10 2010

Postei há alguns dias meu texto “Não aplauda, ainda”. Era um recado para os eleitores de DILMA. Estavam muito confiantes de que ela ganharia no primeiro turno. Graças a Deus, MARINA fez toda a diferença.

Eu disse algumas vezes aqui que não acreditava em pesquisa. Não preciso provar o por quê. Os institutos de pesquisa levaram chumbo grosso. Disseram que Marta e Netinho estavam garantidos no Senado por São Paulo, e na verdade, Aloysio Nunes é quem despontou em PRIMEIRO LUGAR. Disseram que MARINA tinha 9% das intenções de voto, quando obteve 19%.

Pois bem, devo ainda dizer que as pesquisas são o mais poderoso instrumento de manipulação de que o Lulismo se aproveita. Eles sabem que a população incauta se deixa levar pelos números e vota em “quem está ganhando”. Assim, as pesquisas INDUZEM a realidade, e muitas vezes acabam acertando – pela indução.

O grande problema é que as pesquisas de fato são feitas, são – legalmente – corretas, inclusive registradas em cartório. O caso é que ONDE as pesquisas são feitas é muito significativo. Por exemplo, se quero saber como anda minha popularidade entre os evangélicos, basta eu entrevistar o povo que congrega na Igreja da qual faço parte. Talvez eu tenha muitos desafetos (ninguém agrada todo mundo), mas certamente terei um alto índice de aprovação.

Lula tem 90% de aprovação popular? Tem sim – no NORDESTE, onde ele é considerado o Pai dos Pobres. Assim,os institutos que pesquisarem ali certamente terão estes números.

Sei que os entendidos de estatística vão discordar de minhas considerações, pois dirão que há métodos técnicos, princípios éticos pelos quais as pesquisas são desenvolvidas. Aceito suas observações, mas não me convenço. Como disse o José Serra – em quem voto neste segundo turno – não foram as pesquisas que definiram o segundo turo, mas sim, o fato do eleitor se manifestar indesejoso do modelo lulista continuar imperando…

Fica minha insistente sugestão aos eleitores de Dilma: não aplauda antes do tempo. O maestro pode reclamar!








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