O QUE O CASAMENTO ANUNCIA

17 02 2012

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Diante de uma cerimônia de casamento entrego-me ao espanto. Não um espanto negativo, como se estivesse assustado pelo que vejo, mas o espanto no sentido do temor e da reverência que dispenso ao ato.

Acredito na instituição do casamento, acredito no poder que emana dela. Quando os noivos se convencem de que devem levar a sério a aliança e se permitem ao casamento, eles proclamam algumas verdades dignas de honra: para a sociedade, para si mesmos e para Deus.

Primeiro, anunciam para a sociedade o valor do casamento como ato inaugural de uma família. Eles tornam público o desejo de construir uma relação familiar e oferecem à sociedade mais uma coluna para sustentação do sistema, para a manutenção do ciclo que perpetua a vida.

Segundo, eles dizem a si – diante dos outros – que o sentimento que os levou ao altar é o fundamento de que precisam para dar continuidade à caminhada a dois. O casamento alimenta o amor – e as demais sensações dele oriundas.

Por fim, e não menos importante, é a proclamação espiritual que o casamento faz, como um “ato profético”. É que a Bíblia sugere que o arrebatamento da igreja – quando Cristo Jesus vier em glória para o estabelecimento do Reino Eterno – é comparado a um casamento. Portanto, a bíblia começa com um casamento (Adão e Eva) e termina com outro casamento (Cristo e a Igreja). Quando os noivos se posicionam no altar, eles estão apontando para o Grande Dia do Senhor, o que faz da aliança matrimonial a mais sugestiva união.

São estas as razões que me fazem reconhecer o valor da aliança, o peso da responsabilidade – do casal e do ministro – e a glória que há no casamento.





BIPOLAR

25 11 2011

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Na última quarta-feira preguei sobre o que levava o Apóstolo Paulo a se prostrar diante do Senhor. Entre muitas coisas, ressaltei que o referido Apóstolo acena em sua teologia para um certo conflito entre o homem interior e o homem exterior. Para Paulo, estes dois homens num mesmo ser travam grande batalha. Por vezes, o homem natural (exterior) revela sua força, a força do pecado – esta natureza da qual não nos livramos facilmente. Outras vezes, somos solícitos ao homem espiritual (interior) cuja força está na vida de Deus injetada no nosso espírito.

(Preguei!) e me vi desafiado pela Palavra que eu mesmo preguei. É que eu sou a melhor referência desta peleja entre os dois homens. Vejo-me ora em um, ora em outro. Neste aspecto, sou bipolar.

Eu gosto de atribuir à situação este meu dilema. Dependendo do que estou sendo obrigado a enfrentar, um ou outro homem se manifesta. Hoje mesmo foi assim. Saí de casa pensando que alimentaria ao máximo meu “homem interior” (pois logo mais devo liberar uma mensagem no culto da noite). No entanto, diante do balcão de uma companhia aérea em Cumbica, vi meu velho homem com um poder latente. Fui informado, na hora do check-in que o meu vôo havia sido transferido para quatro horas depois… Fiquei irado. Nervoso. Reclamei, falei alto com o supervisor, queria ir até as últimas consequências. Quais? Eu queria esmurrar o supervisor. Só isso. Estava me sentindo o todo-poderoso desrespeitado e moralmente agredido, portanto, com o direito de agredir quem quer que fosse…

Mas o rapaz nada podia fazer. Ele não foi o responsável pela mudança do vôo. Ele não reagiu ao desaforo meu. Calmo, disse que eu tinha alguns direitos e deveria recorrer, mas, naquele momento, nada ele poderia fazer. Foi difícil, mas eu entendi.

Foi aí que fiquei com vergonha de mim mesmo, do meu desaforo. Era nada menos que a exibição do homem natural, achando-se o máximo! Miserável homem que sou…
E vi meu homem interior me advertir com a mesma agressividade com a qual eu queria advertir o supervisor. Mais ainda, o meu homem interior conseguiu me bater…

Agora estou aqui, “calminho”, sentado à mesa de uma lanchonete para tomar um café, chorando por dentro e pedindo perdão a Deus. Agora, uno-me ao Apóstolo e digo: “por esta causa me ponho de joelhos: para que o meu homem espiritual seja fortalecido pelo poder do Espírito Santo”.





SACOS DE PAPEL

10 11 2011

Netinho Brito é cunhado meu; Naiara é casada com outro cunhado, Jesimiel; Cristiano é irmão de Naiara. Os três, Cristiano, Netinho e Naiara montaram uma empresa ecologicamente correta, a CNN, em Vitória da Conquista, interior da Bahia. A finalidade da empresa é tirar das padarias as sacolas plásticas e substitui-las por sacos de pão. Os sacos, distribuídos gratuitamente para as padarias, trazem publicidade do tipo catálogo, com as empresas parceiras que visam ao mesmo fim ecológico.

Na Europa, especialmente em Portugal – onde nasceu a idéia dos sacos ecológicos – a proposta é um sucesso. No Brasil, o sucesso se repete no Sudeste e no Sul. No Nordeste, ainda está em fase de implantação.

Quando eu soube da parte de Netinho Brito que eles estavam levando a proposta para minha cidade, achei que era uma iniciativa ousada e nobre. No entanto, para minha decepção, meus conterrâneos acenaram com tanta ignorância diante da proposta que a CNN está tendo uma dificuldade descomunal de imprimir a cultura.

Há exceções, obvio, no que se refere à ignorância. No entanto, soube que alguns clientes de padarias se recusam a receber os sacos de papel alegando que podem “contaminar” os pães. Parece piada, mas é verdade. Dizem que a tinta usada para a impressão do catálogo no saco pode comprometer a qualidade dos pães. Meu Deus, quanta ignorância!

Sinceramente, não escrevo isto aqui para advogar os meus amigos, pois seria uma atitude idiota. Eles não precisam de meus argumentos. O que realmente me incomoda é a estultícia de alguns que se julgam inteligentes. Não é fácil vender um conceito para quem insiste em rejeitar o conhecimento. Especialmente, meu desapontamento é com aqueles clientes que recusam os sacos de papel e preferem eternizar o impacto negativo contra a natureza com as sacolas plásticas.

Lamento. Enquanto meus conterrâneos conquistenses resistem aos sacos de papel, onde moro atualmente – Guarulhos/SP – vejo as padarias insistirem cada vez mais com o uso destes. Raramente compro pão para não vir em um saco de papel (com direito às mais variadas impressões nele).  E toda vez que saio da padaria, tenho a ligeira impressão de que estou fazendo algo bom. O meio ambiente agradece.





GUERRA TOLA

28 10 2011

Essa batalha entre heterossexuais e homossexuais ativistas parece que não vai acabar tão cedo. De um lado, os ativistas “hetero” ostentam valores cristãos para combater os ativistas “homo”. Do outro lado, os “homo” abestalham todo argumento contra eles e acusam qualquer opinião como sendo homofóbica.

Já disse aqui, em outro momento, que os ativistas gays que associam  à homofobia qualquer posição contrária ao homossexualismo são rudes e estúpidos. Afinal, ser contra a prática do homossexualismo não configura homofobia. Esta reside na prática intolerante e agressiva contra os homossexuais, ou mesmo na discriminação pública que exponha os gays ao desprezo. Assim, há que se qualificar a homofobia para que os ativistas gays não saiam por aí com espada à mão condenando todo cristão que se mostre contrário ao homossexualismo.

Pois bem, também considero rude certo comportamento dos ativistas “hetero”. Por exemplo, levantar uma bandeira política contra o casamento gay é a clara demonstração de ignorância. É que um casamento entre pessoas do mesmo sexo NUNCA SERÁ POSSÍVEL, ainda que haja leis que o promovam. Explico: o conceito de casamento é o do estabelecimento de uma unidade por pares opostos. Assim, pares iguais poderão ter um relacionamento, mas nunca uma unidade, consequentemente não haverá casamento entre estes.

Será que uma lei poderia mudar isso? Jamais! O que uma lei pode fazer é garantir aos pares homossexuais (não ouso chamar estes pares de “casais”) os direitos que são assegurados aos CASAIS (estes, legitimamente, configurados entre sexo oposto). Isto sugere que a guerra se situa em outro campo – o do direito – não no campo da sexualidade.

Sei, porém, que toda esta confusão reserva em si um apelo político, finalizada mais na celeuma do que no direito, em si. Para os “homo” isso é muito bom, pois provoca no seio social o incômodo escrachado, fazendo vir à luz a repulsa que era latente em todo “hetero”. Os gays “adoooooram” um escândalo! Para os “homo”, este litígio lhes promove de alguma forma. Pelo menos, alguns anônimos ganham fama quando arvoram a bandeira “anti-gay”, mesmo que não tenham qualquer opinião clara sobre isto, a não ser o quinhão religioso. Que o digam o YouTube e outros blogs virais da internet.





Missão

14 09 2011

Seja feita a tua vontade assim
Na terra como no céu
E se essa vontade passa por mim
Que eu negue meu próprio eu

Tua vontade boa e perfeita é
Agradável se faz em cumprir
Por quem a Ti se render
E com ciso e disposto assumir

Se vires que sou empecilho
Por minha vontade audaz
Permito que irrompas meu brilho
Me chames pra que sou capaz

Tratado e disposto estou
A ser remetido em missão
E ser porta-voz do Eu Sou
Entregue ao mandado de irmão

Cumprir meu chamado de paz
Num mundo hostil e veraz
Me faz entender a bondade
Do Deus que expõe sua vontade
E entrega sua gloria decente
Ao mundo a que busca somente.





A “MALDIÇÃO” DOS 144 CARACTERES

10 09 2011

Eu “tenho” Twitter e Facebook. Meus poucos seguidores são bem participativos. Vez por outra exponho meus pensamentos em 144 caracteres e fico acompanhando a repercussão. Não é nada tão expressivo, mas é o suficiente para escalonar o poder deste instrumento de comunicação rápida.

O twitter e o facebook – como o “foi” o Orkut – exigem certa discrição. Não dá pra sair postando tudo o que vem à mente apenas para se fazer presente.

Particularmente, fico bastante preocupado – por vezes envergonhado – com alguns colegas pastores que publicam bobagens sem qualquer relevância e que apenas expõem comportamento que não deveria ser exposto – mormente para um pastor.

Dizer, por exemplo, que está na praia em plena quarta-feira a tarde em dia comum, sem estar de férias e nem de folga, é uma auto-denúncia. Outro dia, um líder partilhou para seus milhares de seguidores que tem preguiça de estudar. Há ainda os que fazem referência aos cultos em termos chulos: “nossa!” hoje “bombou” na igreja. Ou esta: “Orra! como foi bom“. Isso para não falar em outras aberrações…
Alguém me dirá: não exagera! São apenas marcadores linguísticos! Talvez sejam, mas eu ainda me escandalizo me perguntando: o que o “Nossa!” significa? Caberia bem a um Padre, não é? E o “bombou” diz o que mesmo? E essa interjeição “orra” vem de onde, senão do palavrão em que uma oclusiva bilabial precede?

Acho que todos nós podemos potencializar o uso das redes sociais. Quem faz faculdade, poderia postar suas descobertas científicas que lhe fizeram mais próximo de Deus. No meu caso, eu uso o twitter me lembrando de João Cabral de Melo Neto e sua poesia “catar feijão”.

Outro dia orientei os jovens da igreja e fui incisivo: “potencialize o uso do twitter”. Eu sabia o que estava dizendo. “Sigo” os meus jovens e fico incomodado com o uso da ferramenta para desabafos, desacatos e desatinos. E não o fazem em DM. É tudo exposto, para qualquer curioso ventilar.

Melhor é não ter. Melhor é excluir essa “potroca”, como diz o Pastor Malafaia. Isso mesmo: não sabe usar, então não tenha. Do contrário, oferece munição para quem está planificando seu fracasso.





SUBLIME DÚVIDA

5 09 2011

Recentemente o canal Futura produziu um comercial que afirma que as perguntas é que movimentam o mundo, não as respostas. Parece inteligente o argumento, visto que consegue interpretar uma das mais significativas características da nossa geração. O comercial assevera que não carecemos de respostas, mas sim, de perguntas. Basta que duvidemos de tudo e teremos uma vida em movimento.

Pois bem, esta relatividade que sublima a dúvida não nos dá espaço para qualquer afirmação absoluta: para que respostas, se as perguntas são mais inteligentes?

O nosso contexto revela que assertivas como as colocadas nos evangelhos estão na contra-mão da época. Pense o que seria afirmar que aquele que rejeita a fé em Cristo está condenado, como sugere o evangelista João? Descabida proposição para a Pós-Modernidade. Melhor é encontrar um “jeitinho” de salvar o que não crê, observando para seu caráter, suas obras, sua praxis.

No embalo dúvidas, em que as afirmativas absolutas são um contra-senso, muitos líderes evangélicos estão se diluindo na relatividade. Nem todos se sentem aptos para responderem aos seus liderados sobre conceitos bíblicos do pecado, da justiça ou da salvação. Tudo tem que ser bem adaptado à realidade e, a mercê desta perspectiva, ninguém parece certo de alguma coisa.

Tal qual a liderança que de pouca coisa tem certeza, os liderados se tornam vítimas de uma onda elevadíssima de idéias opostas que vão dando o tom dos discursos nas igrejas. Quem mentoreia os fiéis? Qualquer um!

O risco que corremos nesta geração é o de negar até o que a ortodoxia considera absoluto. Somos capazes de criar novas doutrinas em razão do nosso contexto, e por aí segue a vida (ou a -vida).

O que vale, para a nossa realidade, é duvidar se realmente eu careço de fé, ou de salvação, ou de Deus. Nem mesmo preciso de alguma certeza do arrebatamento, ou da necessidade de comunhão… Nosso contexto revela que nenhuma resposta apresentada às nossas perguntas é de certo verdadeira.

Como lidar com isso? Só há um caminho – a apologética, bem defendida no livro de Judas  - que parece ter sido escrito para nossos dias. Esta é a hora, este é o cenário que nos obriga (àqueles que ainda primam pela verdade) a “batalhar pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” e proclamar, com a ousadia que se fizer necessária, a verdade que anula a dúvida e nos faz trilhar por caminho seguro.





GRAÇA “CULTURAL”

27 08 2011

Nossa riqueza cultural é realmente impressionante. Basta uma saída pela “terra-brasilis” para se ter uma noção de como as variedades culturais se pluralizam. Sou da Bahia, berço também do meu ministério. Quando cheguei a São Paulo, há sete anos, trouxe na minha bagagem alguns conceitos que tiveram de ser adaptados para a realidade do Sudeste. De volta a Bahia esta semana, mais uma vez me vi imerso na cultura de um povo alegre e “pra cima”, que, como diria meu predileto cantor João Alexandre, “ri até da tristeza”.

Essa variedade cultural é nitidamente presente na igreja. Uma das características marcantes na juventude da Bahia me pareceu, nos dias em que estive com algumas dezenas de jovens no interior de Feira de Santana, a sublimação das experiências místicas e sobrenaturais. Sem igual!

A princípio, fiquei um tanto incomodado com o formalismo de uma galera adolescente. Não que eu nunca tenha visto tal. Eu mesmo, em toda a minha adolescência e juventude, trilhei por este caminho. Minha mãe dizia que eu parecia um adulto em miniatura. Foi mais ou menos o que pensei no início do retiro do qual participei. Mas logo em seguida me convenci de que o perfil desta galera é este mesmo: sua expectativa gira em torno do místico e do espiritual, um tanto diverso do que vejo na juventude de São Paulo.

Durante os dois dias de retiro, ouvi o pregador que dividiu o púlpito comigo asseverar que Deus iria “soprar a cinza do altar” daqueles jovens e iria promover um grande avivamento.  Ele falou primeiro. Fiquei preocupado, pois o clima era de uma atmosfera espiritual numa “redoma” alienada da realidade daqueles jovens. Pensei comigo: “estou perdido, pois não falo a mesma língua do pregador”. A mensagem que eu havia preparado era justamente o oposto – diria eu que Deus não nos deixaria alienados numa bolha de espiritualidade, mas que nos faria – como o fez com a mulher samaritana – voltar para a cidade (ou para a nossa realidade) a fim de transformá-la por nossa experiência com Cristo.

Pois bem, antes de mim ainda havia outro pregador. Pregou no mesmo texto que eu tinha por base – João 4. A mensagem, embora em nada assemelhasse ao do amigo avivalista da noite anterior, também versou pela trilha do sobrenatural – o mundo sob o controle de Satanás. Mais uma vez me vi apertado (embora tenha me identificado bastante com a linguagem sóbria e culta do pregador). Como iria eu dizer que podemos viver para Cristo sem precisar fazer “guerra” espiritual?

Finalmente, fui me envolvendo com a “dinâmica” das reuniões.

Compartilhei as minhas preocupações com “Meu Bem” (que ficara em S.Paulo) e ouvi seu sábio conselho: “seja você mesmo”. Preguei. Do meu jeito. Saí feliz, confortável.

Depois da minha palavra, o meu companheiro de púlpito “encerrou” a mensagem – isso mesmo, a minha mensagem! De carona no mesmo texto versou mais uma vez pelo sobrenatural e o clima foi impressionante. Extasiante! Vibrante, no seu mais puro significado.

A atmosfera espiritual envolveu os jovens e adolescentes como há tempos eu não via desde a minha adolescência em Vitória da Conquista: gente batizada no Espírito Santo, adolescentes profetizando, outros caindo “no poder”, outros pulando, e eu, claro, entrei no “mistério”: chorei, muito emocionado. Não deu para terminar a reunião, que começou às 14h e já havia entrado pelas 18h. E quando o pastor declarou encerrada a reunião, ninguém ousou perder aquela dimensão espiritual. Pelos cantos do sítio, no auditório, no refeitório, nas redes e nos quartos era possível encontrar algum jovem ou adolescente quebrantado, ainda falando “em mistério”. Eu entrei para o meu quarto quase arrebatado…

Fiquei imaginando como seria uma coisa destas em São Paulo. Nossos jovens talvez até se divertissem com o clima, mas a distância da variedade cultural poderia provocar certo desconforto. O horizonte de expectativas de um adolescente do Sudeste parece não ser o mesmo do adolescente baiano. Nossa galerinha de Sampa foca outras coisas, em vistas de seus anseios. Enquanto na Bahia o horizonte é místico, no Sudeste existe uma expectativa asfixiante voltada para outros valores, não menos santos, mas bem menos “emotivos”. Particularmente, eu transito por ambos com a mesma apreciação.

Voltei da Bahia com mais esta concepção em minha bagagem: precisamos respeitar a variedade cultural – desde que não fira os princípios cristãos – para que encontremos o solo no qual a semente da Palavra será lançada. Viva nossa diversidade! Viva nossa riqueza! Viva nossa Bahia! Viva nossa Guarulhos! E cada um viva a sua realidade sem perder a graça – que é tão plural quanto a nossa cultura.

 





QUEM SE IMPORTA?

7 08 2011




…HERODES MUITO SE ALEGROU…

2 08 2011

A leitura do texto de Lucas 23.8-11 me fez pensar que se tratava de algum personagem de nossa geração. Mas era um relato sobre Herodes Antipas.

Este governante da Galiléia, quando do julgamento de Jesus, ficou muito feliz por encontrar nosso Mestre – pois há muito desejava vê-lo, esperando algum sinal feito por ele.

Pensando superficialmente, Herodes demonstra um comportamento digno de um crente: quem não se alegraria em ver Jesus? Quem não gostaria de ver seus sinais? Quem não gostaria de tirar suas dúvidas fazendo-lhe perguntas?

Pois bem, a bíblia acusa a motivação de Herodes: sua alegria era provocada por motivos nada louváveis. Sua “busca” por Jesus era apenas para satisfazer sua curiosidade, talvez para – como bom personalista que era – comentar entre os seus sobre sua sagacidade diante do nosso Senhor.

Herodes estava apenas interessado no espetáculo. Ele olhava para Jesus como um mero ator, um mágico, um ilusionista… Bem que um espetáculo de cura seria um belo entretenimento!

Herodes bombardeou com perguntas. Muitas perguntas. Mas Jesus nada respondeu. E Herodes, desapontado, desprezou a Jesus.

Como disse antes, Herodes é a caricatura de alguns crentes. Muitos de nós estamos interessados apenas no espetáculo. Como gostamos dos eventos de cura, dos milagres, dos movimentos! Gostamos disso e buscamos a Jesus apenas pelos seus “preciosos” feitos, e não pelo que Ele é. As igrejas que apelam por esta marca estão lotadas, nem mesmo cabem mais de gente. Imagino Jesus diante deste povo sem escrúpulo, atraído pelo pão que perece, pelo teatro ritualístico de alguns pastores.

Estes crentes herodianos estão prontos para desprezar o Mestre, caso Ele não satisfaça seus anseios. Nós nos decepcionamos com a mesma rapidez que nos alegramos. Muitos, movidos pelo desapontamento, já despediram o Senhor, pois Jesus nem sempre faz o que queremos.

Deus tenha piedade de nós!








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