Perto de completar mais um ano plenamente vivido, deparo-me com a oração mosaica apresentada em salmos: “ensina-me a contar os meus dias de tal maneira que eu alcance coração sábio”.
Certamente que os anos cronológicos da nossa vida não são, necessariamente, os anos vividos. Na matemática de Deus os dias verdadeiramente vividos são aqueles em que fomos de algum modo produtivos. Não na linguagem industrial, mas na linguagem divina, em que a inoperância é duramente combatida.
Assim o sendo, passei a elencar meus verdadeiros anos de vida. Contando os primeiros 9 anos de formatação dos princípios e valores que minha mãe me incutiu, começo pelo meu primeiro contato consciente com a Bíblia Sagrada: li, nesta idade, o livro de Atos – e fiquei estupefato! Depois, dediquei-me ao evangelismo. Nesta tarefa, ainda pré-adolescente, me envolvi por 7 profícuos anos. Também transitei pela música, toquei trompete, cantei em grupos, regi corais, dei aulas de iniciação musical, mas não me prestei como músico, mesmo tendo ficado 10 importantes anos ocupado com isto.
Minha vocação ministerial foi-se situando na concepção pastoral quando ainda tinha 19 anos. Fui ordenado ao Presbitério aos 21, mesmo ano que conclui meu curso de teologia. Um ano depois conclui meu curso superior em Letras. Na época já era professor no Seminário Teológico e também era repórter da TV Sudoeste, onde fiquei por 9 anos no primeiro e 6 anos no segundo. Também lecionei em uma escola estadual por mais 5 anos.
Dirigi a Congregação da Assembléia de Deus no Bairro Candeias, em Vitória da Conquista-Ba, por 6 anos. Por mais 3 anos fui diretor da Rádio Brasil FM e ainda passei rapidamente pela TV Cabrália – afiliada Record.
Já em São Paulo, dirigi a Rádio 660 AM por 1 ano e meio. Por mais 3 anos fui diretor de Filiais da Assembléia de Deus do Bom Retiro. E ainda coordenei programas de rádio e TV nesta igreja por mais 4 anos. Por mais 3 anos fui secretário executivo do Conselho de Pastores do Estado de São Paulo. Atualmente, estou há 2 anos e meio liderando a Igreja em Guarulhos. Total de vida “produtiva”: 68 anos! E tem muito ainda para viver.
Não me ocupei do relato de outros detalhes, nem mesmo dos anos de vergonha. Estes não me aprazem, embora façam parte da minha história e tenham ajudado a moldar minha personalidade.
Celebro a vida. Celebro ao autor da vida. Celebro por mais um 01 de abril, quando posso olhar ao meu redor e ver minha herança – meus lindos filhos – e minha mulher linda e abençoada que me circunda e me faz plenamente másculo. Amo minha família, amo a igreja, amo ao Senhor Deus e me disponho a dedicar mais este ano – que inauguro amanhã – a tudo o que ocupa tão dinâmica e maravilhosamente minha história.









Comentários