PESSOAS E MÚSICA

18 05 2012

20120518-133259.jpg

Pessoas são como música, já o disse alguém. Há músicas que são muito comuns, pouco influenciam nossa história. Outras músicas são tão marcantes que ficam na memória e se ocupam do poder de nos fazer voltar no tempo. Há músicas que nos contam histórias…

Estes dois amigos/irmãos/queridos que aparecem na foto acima me são músicas inspiradoras. Ambos estão no dia de hoje executando a melodia jubilosa em celebração de suas existências. No mesmo dia eles fazem aniversário: pai e filho, sogro e cunhado – respectivamente.

Ouço o som que vem destes homens. O de cãs notáveis é do tipo de composição que não pode faltar em festas. Sempre muito dedicado, amoroso e concentrado no seu ofício cristão, é um pastor que me ajuda a encontrar meu tom no ministério: meu sogro José de Brito!

O mais moço se dilui na harmonia que tira de sua sensibilidade musical. Desconheço talento semelhante! Javan de Brito, meu cunhado/amigo/querido, como sempre o trato, é outro exemplo de presteza, respeito, dedicação e temor. Sá história, meu amigo, é por demais motivadora!

Neste dia, sinto-me compelido pelo carinho que reservo aos meus queridos. Oro por vocês para que nunca percam a referência do Deus da vida e sejam sempre uma expressão firme do Reino onde quer que vocês estejam.

Feliz Aniversário.





CONTANDO OS DIAS

31 03 2012

20120331-120025.jpg

Perto de completar mais um ano plenamente vivido, deparo-me com a oração mosaica apresentada em salmos: “ensina-me a contar os meus dias de tal maneira que eu alcance coração sábio”.

Certamente que os anos cronológicos da nossa vida não são, necessariamente, os anos vividos. Na matemática de Deus os dias verdadeiramente vividos são aqueles em que fomos de algum modo produtivos. Não na linguagem industrial, mas na linguagem divina, em que a inoperância é duramente combatida.

Assim o sendo, passei a elencar meus verdadeiros anos de vida. Contando os primeiros 9 anos de formatação dos princípios e valores que minha mãe me incutiu, começo pelo meu primeiro contato consciente com a Bíblia Sagrada: li, nesta idade, o livro de Atos – e fiquei estupefato! Depois, dediquei-me ao evangelismo. Nesta tarefa, ainda pré-adolescente, me envolvi por 7 profícuos anos. Também transitei pela música, toquei trompete, cantei em grupos, regi corais, dei aulas de iniciação musical, mas não me prestei como músico, mesmo tendo ficado 10 importantes anos ocupado com isto.

Minha vocação ministerial foi-se situando na concepção pastoral quando ainda tinha 19 anos. Fui ordenado ao Presbitério aos 21, mesmo ano que conclui meu curso de teologia. Um ano depois conclui meu curso superior em Letras. Na época já era professor no Seminário Teológico e também era repórter da TV Sudoeste, onde fiquei por 9 anos no primeiro e 6 anos no segundo. Também lecionei em uma escola estadual por mais 5 anos.

Dirigi a Congregação da Assembléia de Deus no Bairro Candeias, em Vitória da Conquista-Ba, por 6 anos. Por mais 3 anos fui diretor da Rádio Brasil FM e ainda passei rapidamente pela TV Cabrália – afiliada Record.

Já em São Paulo, dirigi a Rádio 660 AM por 1 ano e meio. Por mais 3 anos fui diretor de Filiais da Assembléia de Deus do Bom Retiro. E ainda coordenei programas de rádio e TV nesta igreja por mais 4 anos. Por mais 3 anos fui secretário executivo do Conselho de Pastores do Estado de São Paulo. Atualmente, estou há 2 anos e meio liderando a Igreja em Guarulhos. Total de vida “produtiva”: 68 anos! E tem muito ainda para viver.

Não me ocupei do relato de outros detalhes, nem mesmo dos anos de vergonha. Estes não me aprazem, embora façam parte da minha história e tenham ajudado a moldar minha personalidade.

Celebro a vida. Celebro ao autor da vida. Celebro por mais um 01 de abril, quando posso olhar ao meu redor e ver minha herança – meus lindos filhos – e minha mulher linda e abençoada que me circunda e me faz plenamente másculo. Amo minha família, amo a igreja, amo ao Senhor Deus e me disponho a dedicar mais este ano – que inauguro amanhã – a tudo o que ocupa tão dinâmica e maravilhosamente minha história.





FAZENDO PROGRAMA

16 03 2012





OS 4 AMORES

8 03 2012

20120308-151135.jpg

Minha mãe me inspira. Minha sogra me impressiona. Meu Bem me motiva. E minha princesinha, a mais tenra destas mulheres, me anima para a vida. Estas mulheres fazem meu mundo acontecer. Quase tudo que sou e quase tudo que faço está em razão de uma delas – ou de todas ao mesmo tempo. São mulheres, e com tal, tonificam a minha existência.

Os homens só o são por causa delas. Do contrário, não haveria razão para a masculinidade. Por elas os homens trabalham, lutam e perseguem o sucesso. Elas são o alvo da maioria dos esforços deles.

O sábio disse que quem encontra uma mulher acha a benevolência do Senhor. Ponto! Sinto-me assim, abençoado. Tenho muitas razões para celebrar não apenas neste dia, dedicado às homenagens à mulher. Minhas razões não me deixam mesquinharia. Eu celebro – de verdade – todos os dias. Quem está pertinho de mim sabe o quanto eu reverencio esta benevolência do Senhor – de me coroar com o que há de mais nobre e mais maravilhoso na minha história: a presença marcante e decisiva destas quatro mulheres.

Amo a cada uma com um amor diferente, mas que na essência é o mesmo amor: eros, phileo, storge ou ágape. Deus as mantenham assim, tão plenas, em minha vida.





O QUE O CASAMENTO ANUNCIA

17 02 2012

20120217-144257.jpg

Diante de uma cerimônia de casamento entrego-me ao espanto. Não um espanto negativo, como se estivesse assustado pelo que vejo, mas o espanto no sentido do temor e da reverência que dispenso ao ato.

Acredito na instituição do casamento, acredito no poder que emana dela. Quando os noivos se convencem de que devem levar a sério a aliança e se permitem ao casamento, eles proclamam algumas verdades dignas de honra: para a sociedade, para si mesmos e para Deus.

Primeiro, anunciam para a sociedade o valor do casamento como ato inaugural de uma família. Eles tornam público o desejo de construir uma relação familiar e oferecem à sociedade mais uma coluna para sustentação do sistema, para a manutenção do ciclo que perpetua a vida.

Segundo, eles dizem a si – diante dos outros – que o sentimento que os levou ao altar é o fundamento de que precisam para dar continuidade à caminhada a dois. O casamento alimenta o amor – e as demais sensações dele oriundas.

Por fim, e não menos importante, é a proclamação espiritual que o casamento faz, como um “ato profético”. É que a Bíblia sugere que o arrebatamento da igreja – quando Cristo Jesus vier em glória para o estabelecimento do Reino Eterno – é comparado a um casamento. Portanto, a bíblia começa com um casamento (Adão e Eva) e termina com outro casamento (Cristo e a Igreja). Quando os noivos se posicionam no altar, eles estão apontando para o Grande Dia do Senhor, o que faz da aliança matrimonial a mais sugestiva união.

São estas as razões que me fazem reconhecer o valor da aliança, o peso da responsabilidade – do casal e do ministro – e a glória que há no casamento.





GUERRA TOLA

28 10 2011

Essa batalha entre heterossexuais e homossexuais ativistas parece que não vai acabar tão cedo. De um lado, os ativistas “hetero” ostentam valores cristãos para combater os ativistas “homo”. Do outro lado, os “homo” abestalham todo argumento contra eles e acusam qualquer opinião como sendo homofóbica.

Já disse aqui, em outro momento, que os ativistas gays que associam  à homofobia qualquer posição contrária ao homossexualismo são rudes e estúpidos. Afinal, ser contra a prática do homossexualismo não configura homofobia. Esta reside na prática intolerante e agressiva contra os homossexuais, ou mesmo na discriminação pública que exponha os gays ao desprezo. Assim, há que se qualificar a homofobia para que os ativistas gays não saiam por aí com espada à mão condenando todo cristão que se mostre contrário ao homossexualismo.

Pois bem, também considero rude certo comportamento dos ativistas “hetero”. Por exemplo, levantar uma bandeira política contra o casamento gay é a clara demonstração de ignorância. É que um casamento entre pessoas do mesmo sexo NUNCA SERÁ POSSÍVEL, ainda que haja leis que o promovam. Explico: o conceito de casamento é o do estabelecimento de uma unidade por pares opostos. Assim, pares iguais poderão ter um relacionamento, mas nunca uma unidade, consequentemente não haverá casamento entre estes.

Será que uma lei poderia mudar isso? Jamais! O que uma lei pode fazer é garantir aos pares homossexuais (não ouso chamar estes pares de “casais”) os direitos que são assegurados aos CASAIS (estes, legitimamente, configurados entre sexo oposto). Isto sugere que a guerra se situa em outro campo – o do direito – não no campo da sexualidade.

Sei, porém, que toda esta confusão reserva em si um apelo político, finalizada mais na celeuma do que no direito, em si. Para os “homo” isso é muito bom, pois provoca no seio social o incômodo escrachado, fazendo vir à luz a repulsa que era latente em todo “hetero”. Os gays “adoooooram” um escândalo! Para os “homo”, este litígio lhes promove de alguma forma. Pelo menos, alguns anônimos ganham fama quando arvoram a bandeira “anti-gay”, mesmo que não tenham qualquer opinião clara sobre isto, a não ser o quinhão religioso. Que o digam o YouTube e outros blogs virais da internet.





MINHA PEQUENA KANDY

31 08 2011

Minha pequena é doce e inteligente
Com seu imaginário rico e divergente
Ouve com o coração o que nem sempre
Um grande poeta teria em mente

Minha pequena Kandy em graça traduz
O que o passarinho canta e inspira
Em palavras simples me produz:
“O passarinho sabe a música ZicZira”

Minha pequena chega hoje aos sete
Em casa destila sua alegria e singeleza
Cria, encanta, chora e ri

Com sua herança inspiradora e beleza
Faz o “palco” de seu mundo se abrir
Para o universo desta encantadora princesa.





QUANDO FALAR?

24 08 2011

Meu filho de 10 anos começa a estudar o corpo humano neste bimestre. Empolgado com seu novo livro de ciências, fez questão de me mostrar página a página. Parou, admirado, no último capítulo – que fala sobre a reprodução humana.

Ele me mostrou as imagens de um embrião e se interessou em saber como nasce uma criança. Confesso que não pensei que ainda era a hora de falar sobre este assunto, mas a situação me exige. Preferi perguntar a ele: como você acha que este embrião começou a se desenvolver? Você sabe o processo inicial? Como o útero recebeu o embrião?

Eu preferi ouvir apenas a primeira resposta – uma negativa, pois ainda (creio!) ele desconhece o modo como o embrião se forma. Então, como estávamos quase saindo para um compromisso, resolvi adiar por um tempo o assunto. Mas não será por muitos dias, pois quero que ele chegue a esta aula já com um prévio entendimento.

O fato me fez pensar nos desafios que os pais têm para educar os filhos atentando-se para seus princípios e valores. Uma hora todos teremos que ser francos com nossos pequenos, para que eles não tenham que aprender com os “coleguinhas”. Muitos dos nossos jovens e adolescentes, mormente os que são filhos de crentes, acabam por terem uma sexualidade turbulenta em razão dos tabus que os pais criam para falar sobre certos assuntos.

As vezes, somos surpreendidos pelos nossos filhos. Um garoto de 9 anos, filho de uma amiga, deixou seus pais extasiados. Eles falavam sobre a gravidez indesejada de uma secretária, quando o moleque afirmou: “ela é boba! se fosse eu teria usado camisinha!”.
A mãe, surpresa, perguntou: onde você ouviu falar disso, menino? E a resposta: “Ora, mãe!”

O fato acima parece provocar em nós, pais, uma certa inquietação. Quando devemos iniciar uma conversa sobre estes assuntos com nossos filhos? Quando eles estarão preparados?

Penso que qualquer coisa pode ser dita a qualquer momento, desde que saibamos como dizer. Minha maior preocupação não se detém no QUANDO falar, mas na FORMA de falar.

O silêncio sobre isso certamente é pior. Atendi já alguns rapazes que me procuram para tirar dúvidas sobre a sexualidade. Alguns já com seus 19, 20 anos, e que nunca tocaram neste assunto com os pais. Outro dia aconselhei a um jovem de 27 anos que trazia consigo uma grande aflição, pois, sempre tolhido em seus impulsos, acabou por desenvolver certa apreciação por si mesmo. Consequentemente, desenvolveu uma tendência homossexual. Perguntei: algum dia você falou sobre isso com seus pais? Diante da resposta negativa, o jovem apenas disse que seu tio o explorara na adolescência e esta foi a única “orientação” que ele recebeu…
Sei que nem todos os jovens que não tiveram acesso as informações sobre a sexualidade quando dos seus dilemas e dúvidas trazem conflitos nesta área. No entanto, sei também que aqueles que trazem algum conflito tem um histórico de silêncio sobre o assunto – principalmente na adolescência ou pré-adolescência.

Quero meus filhos sadios quanto a sua sexualidade. Quero que eles levem sempre os princípios que norteiam nossa vida sexual para que eles não tenham que resolver seus dilemas pela promiscuidade ou pela desorientação.





MINHA JESIANA

12 06 2011


Procuro Palavras
Mas não as encontro
Os adjetivos são parcos
Incapazes de traduzir
O que é este Bem.

Meu Bem, minha mulher,
minha namorada,
nosso amor está acima do discurso
está no gesto mais nobre
da dádiva incondicional
que transita entre o complexo 
e o simples,
como um olhar na madrugada.

Nada poderia ser
como o é em minha vida
Se não tivesse você, minha amada.

Ainda te olho, do jeito que você é
e vejo que não me adiantaria 
palavra que interprete o doce
e o autêntico sentimento
que transcende, inclusive, 
a simples palavra AMOR.

Te amo, Meu Bem,
Feliz neste dia dos namorados! 





SUBINDO JUNTOS

16 05 2011

Algo me impacta em Isaque. O filho jovem de Abraão parecia opaco e passivo diante da proposta de seu pai para juntos subirem ao monte Moriá, onde o rapaz seria oferecido em sacrifício. Isaque poderia dar um drible no pai, e simplesmente se negar a subir.

Mas há algo muito impressionante no comportamento do filho. Ele fora contagiado pela fé de Abraão. Isaque sabia exatamente o que significava obedecer a Deus, o que significava levantar sacrifícios, o que significava servir ao Senhor Soberano. Ou seja, Abraão já havia incutido em Isaque o temor que faz alguém se render incondicionalmente à vontade de Deus.

Subiram juntos! O pai exercia influência importante sobre o filho. Abraão não precisou argumentar muito com Isaque, pois o rapaz já trazia em sua história a referência de um pai temente a Deus.

Pergunto-me: que tipo de pai sou?

Tenho orado para que meus filhos possam ser também contagiados pela fé que tenho. Trago este exemplo de minha mãe (já que não conheci ao meu pai que falecera quando do meu nascimento), que nunca negou seu amor ao Senhor. A despeito do sofrimento, da dor, da escassez, vi nesta mulher o exemplo de fé que ficou impregnado em meu coração. Isso certamente me inspirou para o serviço que presto até hoje ao meu Deus.

Quero ser como Abraão. Quero ser como minha mãe. Quero poder deixar para meus filhos o exemplo de uma fé que está acima de tudo, de uma fé que nos faz render sem reservas ao nosso Deus. Oro todos os dias para que Kemuel e Kandace vejam em mim esta fé. Quero-os comigo, subindo juntos ao monte do Senhor – não para um sacrifício morto, mas para o sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é nosso culto racional.








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.