SABEDORIA FEMININA

8 03 2011

Pergunte a um homem o que lhe atrai em uma mulher e imediatamente você perceberá a pequenez da mente masculina. Por causa da limitação desta mente é que Deus fez a mulher. Isso mesmo.

Quero dar um passo à frente e me exibir entre os demais homens. Além de todos os detalhes arrolados no argumento masculino sobre o que lhe atrai na mulher – que normalmente começam no campo da beleza e terminam no mesmo campo – acerto: o que mais me admira na mulher é a sua capacidade de expor a nossa incapacidade.

As mulheres nos expõem a cada dia. Até mesmo as mulheres menos inteligentes sabem bem o que fazer para deixar babando um intelectual. As mulheres são capazes de enxergar com quatro olhos, ouvir com seis ouvidos e pôr em ação todo o mecanismo sensorial de que se aproveitam para fazer o mundo inteiro girar em torno delas. São tão poderosas que fazem os homens trabalharem por elas – e um homem só se sente homem mesmo quando tem uma!

Eu disse que ia dar um passo a frente. Pois bem, já dei: primeiro, por reconhecer a pequenez da mente masculina; segundo, por ter sido capaz o suficiente para atrair para meu lado a mulher que é mãe de meus filhos. Eis aqui meu troféu. Ela autentica minha masculinidade, dá razão à minha agitação e me faz ser quem sou. É o instrumento que Deus pôs ao meu lado para dar senso à música que eu insisto em tocar. Claro que ela é mais inteligente do que eu, mas desse talento não me nego: sei reconhecer onde mora  a inteligência.

No dia internacional da mulher, sou obrigado a me parabenizar – modéstia à parte.





AMOR MAIOR

1 03 2011

Não é prazeroso para qualquer cristão contemplar a cena do julgamento de Jesus. Perante o sinédrio, depois diante de Pilatos, nosso Mestre estava amarrado, limitado. Não era o Jesus poderoso ao qual gostamos de aclamar. Era o Jesus que, embora tivesse todo o poder, permitiu-se estar na cena como um derrotado.

A cena nos revela algumas preciosas lições: primeiro, que o amor é maior que o poder. Foi o amor que permitiu que Jesus estivesse ali, sem nenhuma demonstração de poder. Preciso aprender isso a cada dia. Preciso saber que nem sempre nossa vitória está no poder, mas sim, no amor.

Segundo, o relato de Marcos 15 me mostra o que a tradição pode fazer: crucifica a graça. Há muita gente que, em nome da tradição, asfixia a graça e – mesmo que a graça nunca perca sua graça – pede: crucifica-o.

Terceiro: vejo como Deus (que ama de forma assustadora) consegue transformar o momento de maldição em instrumento de amor. Ali, na cena cruel e negativa, havia um poder extraordinário de amor cuja fragrância ainda hoje pode ser sentida. “Vem tu, vento norte, e tu, vento sul, e assopra neste jardim, para que sejam liberados seus aromas”, diria o Sábio. O vento soprou, e o cheiro de amor estou sentido bem aqui, presente.





UM HOMEM COM UM CÂNTARO

25 02 2011

Jesus chamou a Pedro e João e lhes orientou quanto ao lugar onde juntos ceariam. Disse o Mestre: entrem na cidade e sigam um homem com um cântaro na cabeça. Na casa onde ele entrar, pergunte ao dono onde é o lugar preparado para o banquete. O anfitrião lhes mostrá um espaçoso lugar já com mesa posta e assentos à espera dos convidados.

O homem com um cântaro me incomoda. Ele faz algo totalmente incomum: em sua cultura quem levava cântaro era as mulheres. Mas o homem com um cântaro me diz que se desejamos experimentar algo incomum temos que fazer algo incomum.

O homem com um cântaro me leva a um lugar preparado e me diz que se eu quero mesmo receber algo de Deus tenho que preparar o ambiente. Sempre que recebo alguém cuido dos detalhes: da mesa, da arrumação, da limpeza…

O anfitrião – que talvez não fosse o mesmo homem com um cântaro – me diz que Jesus em sua misericórdia é amplo, espaçoso. Sua graça não se limita a um cômodo apertado, mas a um cenáculo maior que minha sala.

Que maravilhoso identificar no meio da multidão um homem com um cântaro! Este é o sinal de que algo muito maravilhoso vai acontecer.





PRÓDIGO

31 01 2011

O jovem quis o que lhe pertencia e saiu para o mundo. Gastou tudo, teve necessidades, viveu com os porcos e voltou para a casa do Pai, o qual lhe abraçou e beijou e novamente o acolheu em casa.

 

O Pródigo me mostra o que fez com a vida: reduziu-a ao nível dos prazeres. Conseguiu o “prodígio” de violentar a amplitude da vida e pensar que tudo se resume ao presente. O jovem abriu mão de relacionamentos preciosos, como se a vida se centrasse nele mesmo e mais ninguém. Olhando para o próprio umbigo, pensou em si – “quero o que é meu”! Pobre moço.

 

A história do Pródigo me mostra o que A VIDA FEZ COM ELE. A vida, num dado momento, “mostra sua cara”. A vida se encarregou de dizer ao jovem que há mais coisas nela além do prazer: há necessidades, há dependência e há trabalho. Fazem parte da vida. A vida despertou o jovem que, “caindo em si”, abriu os olhos para o futuro.

 

O Pródigo me mostra o que devemos fazer com o que a vida nos faz: planejar, criar estratégias e AGIR. O jovem entendeu que não era o que deveria ser, e não ficou parado no chiqueiro. Levantou-se para uma mudança, e foi isto que lhe tornou PRÓDIGO.

 





COISA SIMPLES

31 01 2011

O evangelho é maravilhoso. É simples. Como diria C.S.Lewis, é puro e simples.

Paulo, o apóstolo, resume o evangelho a Timóteo, quando diz: “Lembra-te de Jesus, o Cristo, ressurreto, descendente de Davi, segundo o meu evangelho”. Eis aí. O evangelho apresenta JESUS que é o CRISTO, que morreu mas RESSUSCITOU, e que é REI PARA A ETERNIDADE.

Cristo é a palavra grega para “ungido”. A unção é o instrumento que delega autoridade para alguém ser enviado. Jesus é o Cristo porque foi especialmente enviado por Deus para cumprir Seu plano. Que plano? O Plano de trazer DEUS para dentro do HOMEM.

O Cristo é o mistério de Deus. Cristo é DEUS NO HOMEM. Por isso os que são de CRISTO devem ser CRISTÃOS – homens cheios de Deus.

Parece complicado? Não! É coisa simples. Todos somos chamados para sermos cheios de Deus. Assim, seremos identificados pelo que nos enche. Se somos cheios de amor, seremos pessoas amorosas. Se somos cheios de ódio, seremos pessoas odiosas. Se somos cheios de Deus, somos CRISTÃOS; e, embora o sufixo “ão” denote coisa grande, neste caso, somos apenas pequenos. Pequenos cristos.

Coisa simples: Deus quer nos encher, por isso enviou a Jesus – o Cristo, para nos dar a garantia de que, mesmo sendo homens, podemos ser cheios de Deus.

Amém.





Verus Thesaurus

31 10 2010

Sola Fide

Sola Scriptura

Sola Christus

Sola Gratia

Soli Deo Gloria





ALINE BARROS e banda em GUARULHOS

27 10 2010

Então, gente. Realizaremos nossa NOITE GOSPEL no estacionamento do Estádio do Flamengo. Trata-se de um estádio que fica na rua em frente da IGREJA, portanto, bem perto do nosso templo. Se preferir, deixe seu carro no nosso estacionamento e siga a pé por 200m. Não perca, a entrada é franca.





NÃO PERCA!

2 10 2010

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veja o vídeo:





CEGO PELA ANGÚSTIA

13 08 2010

A angústia comprometeu a esperança daquela mulher, junto ao túmulo, amargando o sumiço do corpo de Jesus. Maria sequer teve seu sentimento alterado com a esplêndida visão dos anjos, à cabeceira e ao pé do lugar onde Jesus fora posto. Maria estava angustiada, e sua amargura era mais forte que sua visão.

Tão assim o era que, mesmo quando o próprio Jesus lhe aparecera, ela permanecia envolta no manto da dor. Sua alma atordoada cegara-lhe os olhos.

Quantas vezes assim estamos! Quantas vezes as circunstâncias da vida nos levam a um quadro tão amargo que nem mesmo conseguimos nos comover com mais nada! Nem os anjos, nem a aparição visível de Jesus; nada nos permite enxergar além da dor.

Jesus chamou Maria pelo nome – e ela teve seus olhos abertos.

Somente a Palavra é capaz de nos curar da cegueira. A palavra, esta sim, prevalece sobre tudo. Jesus nos encontra nos momentos turvos de nossa vida e nos dá sua Palavra.

“sim, que a Palavra ficará, sabemos com certeza!” afirmara Lutero. A Palavra que nos abre os olhos está bem aqui, presente, perto, e insta para que a ouçamos.





CRER PRECEDE O FAZER

1 08 2010

(OBS: o texto abaixo foi escrito no ano de 2006, quando o enviei para uma revista de São Paulo e, erradamente, o editor publicou como sendo texto do Pr. Jabes Alencar – ai de mim!)

Vivemos uma época de experiencialismos. Tecnicamente falando, preferimos a ortopraxia à ortodoxia. A sociedade hiper-moderna gosta de valorizar as experiências e estas são difundidas como sendo uma chave para a solução de problemas. “Vamos ver se dá certo”, é o que dizem. Não são raros os e-mails que recebemos de pessoas dizendo: “comigo deu certo: reproduza esta carta e envie para sete amigos…”. Respaldada na suposta experiência, muita gente vai alimentando a esperança de que certos rituais vão resultar na satisfação de seus desejos.

No meio evangélico essa ortopraxia tem sido bem difundida. Igrejas, pregadores, líderes instam para que a comunidade cumpra certos rituais em nome da satisfação de seus desejos. “Se deu certo com alguém, tente você também” – poderia ser este o jargão. Se não falam assim, no mínimo se pratica.

Se alguem perguntar a um lider evangélico carismático dessa geração fantasiosa: “que devo fazer para alcançar tal bênção?”, o líder poderá responder: faça a campanha das sete semanas, leia esta carta (sobre prosperidade) três vezes, leve pra casa um pedacinho dessa madeira que foi tirada da cruz de Cristo, em Israel e oferte – quanto mais, melhor: semeie que dá certo! “Isso funcionou comigo”, garantiria o líder.

Nesse caminho turbulento pessoas vão se frustrando. À margem tem crentes feridos, decepcionados, revoltados com Deus e com todos. Outros, parados à beira da estrada, guardam sentimento de inferioridade por não terem recebido a bênção que o irmão mais espiritual recebeu.

“Que devo fazer… ?” Foi também essa a pergunta do carcereiro quando diante do milagre em que as correntes se soltaram dos presos em Atos 16. Paulo e Silas responderam pura e simplesmente bem: “Crê no Senhor Jesus”. Em outras palavras: “não faça nada sem crer”. Não adianta fazer sem antes crer.

Atitudes tomadas sem a fé são experiencialismo. É pôr em teste o poder de Deus. É pôr à prova a soberania do Senhor. É precipitar-se pináculo abaixo pra ver se os anjos agem. É tentar a Deus.

Tais atitudes ferem o coração de Deus. Não são as campanhas, os rituais evangélicos, o corre-corre frenético do “ré-té-té” que vão resultar em bênçãos. Elas bem que podem ser uma estratégia para medir a disposição e o desejo das pessoas de receberem tal “graça”. Mas jamais terão resultado sem a fé.

A fé é que deve mover as pessoas a tomarem atitudes, especialmente a atitude de se aproximar de Deus. Sem a fé, aproximar-se de Deus torna-se um perigo. Sem fé é impossível agradar-Lhe.

Particularmente sou contra qualquer tipo de mecanismo que, por si mesmo, leve pessoas às igrejas. As pessoas devem ser movidas pela fé. Não uma fé de referências (do tipo: “se deu certo com alguém, vai dar comigo também”). A fé não carece de uma referência anterior. Tenho que crer num Deus que faz o impossível, mesmo que não haja na história qualquer registro.

Antes de fazer, temos que crer. E precisamos aprender a valorizar o pricípio bíblico da fé antes de sacramentar os rituais. Nada tenho contra as campanhas ou os “atos proféticos”, desde que estes não substituam o que é de mais sagrado da comunidade dos santos: sua fé em Deus. Prefiro crer assim: ter fé somente em Deus, e não nos mecanismos humanos.








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