Recentemente o canal Futura produziu um comercial que afirma que as perguntas é que movimentam o mundo, não as respostas. Parece inteligente o argumento, visto que consegue interpretar uma das mais significativas características da nossa geração. O comercial assevera que não carecemos de respostas, mas sim, de perguntas. Basta que duvidemos de tudo e teremos uma vida em movimento.
Pois bem, esta relatividade que sublima a dúvida não nos dá espaço para qualquer afirmação absoluta: para que respostas, se as perguntas são mais inteligentes?
O nosso contexto revela que assertivas como as colocadas nos evangelhos estão na contra-mão da época. Pense o que seria afirmar que aquele que rejeita a fé em Cristo está condenado, como sugere o evangelista João? Descabida proposição para a Pós-Modernidade. Melhor é encontrar um “jeitinho” de salvar o que não crê, observando para seu caráter, suas obras, sua praxis.
No embalo dúvidas, em que as afirmativas absolutas são um contra-senso, muitos líderes evangélicos estão se diluindo na relatividade. Nem todos se sentem aptos para responderem aos seus liderados sobre conceitos bíblicos do pecado, da justiça ou da salvação. Tudo tem que ser bem adaptado à realidade e, a mercê desta perspectiva, ninguém parece certo de alguma coisa.
Tal qual a liderança que de pouca coisa tem certeza, os liderados se tornam vítimas de uma onda elevadíssima de idéias opostas que vão dando o tom dos discursos nas igrejas. Quem mentoreia os fiéis? Qualquer um!
O risco que corremos nesta geração é o de negar até o que a ortodoxia considera absoluto. Somos capazes de criar novas doutrinas em razão do nosso contexto, e por aí segue a vida (ou a dú-vida).
O que vale, para a nossa realidade, é duvidar se realmente eu careço de fé, ou de salvação, ou de Deus. Nem mesmo preciso de alguma certeza do arrebatamento, ou da necessidade de comunhão… Nosso contexto revela que nenhuma resposta apresentada às nossas perguntas é de certo verdadeira.
Como lidar com isso? Só há um caminho – a apologética, bem defendida no livro de Judas - que parece ter sido escrito para nossos dias. Esta é a hora, este é o cenário que nos obriga (àqueles que ainda primam pela verdade) a “batalhar pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” e proclamar, com a ousadia que se fizer necessária, a verdade que anula a dúvida e nos faz trilhar por caminho seguro.








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