ASSÉDIO POLÍTICO

8 02 2010

Este é o ano! Sim, este é o ano dos assédios políticos. Pastores, preparem-se!

Desde dezembro estou sendo assediado por políticos que querem patrulhar os votos da igreja. Propostas muito boas: desde ofertas pessoais até realização de eventos gigantescos patrocinados por eles. Tudo com a finalidade de acurralar os membros e garantir uma boa votação.

Não tenho qualquer interesse! Estou me referindo ao meu desinteresse pela barganha, pelo patrulhamento de votos, pelas cruzadas eleitoreiras. A igreja consegue viver sem elas, está provado.

Aparte o assédio. Sou favorável que a igreja se posicione politicamente, que eleja com sabedoria os representantes do povo, que cumpra sua missão social, que avalie os candidatos por suas propostas. Tenho também minhas preferências, mas não me esforçarei nem um pouco para influenciar alguém. Chega de decepções.

Posso garantir, por experiência própria, que nada pode ser mais desgastante e prejudicial ao bom andamento da igreja do que o envolvimento ostensivo com as campanhas eleitorais. Que Deus nos livre, e nos dê sabedoria necessária para desenvolvermos nossa missão sem nos render à ambição (veja artigo – Missão e Ambição – neste blog).


Ações

Informação

3 respostas

15 02 2010
CLÊNIO CALDAS

“(Disse Neemias): Enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria a obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? Quatro vezes me enviaram o mesmo pedido; eu, porém, lhes dei sempre a mesma resposta.” (Neemias 6:3-4)
Assédio político não é novidade entre nós. Já Neemias, então governador e administrador da Jerusalém em reconstrução (e na ocasião, juntando-se ao povo, como mero operário de obras), passara pelo mesmo processo, por interferência de Sambalate e Gesém, e respondeu-lhes à altura. E não foi apenas e tão somente uma vez, mas cinco vezes, porque logo depois intentaram demovê-lo da obra que ajudava a construir (os muros da cidade), ainda em mais uma oportunidade.
O que ocorre em nossos dias é que o fervor, a dedicação e a responsabilidade diante de Deus, por vezes perdem espaço diante das propostas vantajosas recebidas pelos modernos “Sambalates e Geséns”. Até mesmo simples atitudes como a de Neemias de juntar-se ao resto do povo e empunhar seu instrumento de trabalho, sem descuidar da arma de defesa, são raras e com frequência pouco comum entre os que são líderes entre o povo de Deus.
Infelizmente, a cada dia que passa, e mais se aproxima o data do ajuste de contas com o Gerente Geral da Obra, mais constatamos deficiências no espírito de trabalho na Seara divina, com o consequente e nefasto comprometimento com interesses puramente seculares.
Sentimos falta de varões e varoas que valente e corajosamente exclamem diante de Deus, com toda a fé de que dispõem, a exemplo do que o bravo Neemias declarou: “Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos.” (Neemias 6:9b).
Congratulo-me com o Pr. Aécio por sua ousadia e coragem diante das investidas improdutivas para o Reino de Deus, salvaguardando os reais interesses da causa do Senhor.

12 02 2010
Mirian Silveira

Parabens pelo posicionamento e postura Cristã nesse momento tão adverso.
Abraço Mirian Silveira

22 02 2010
Vinicius

Estava com saudades de postagens assim. A igreja deve sim ter um posicionamento político, até por que estamos em um regime democrático representativo, isso inclui escolher um representante de nossa comunidade evangélica. Este representante não apenas deve tomar decisões em função da igreja, mas sim em função do povo. Outro dia estava lendo um projeto de um político “crente”, o projeto era no mínimo ridículo, queria por meio de lei estabelecer um feriado com o nome de “dia do evangélico”. Não precisamos de projetos de governo para fazer justiça social, precisamos de políticos competentes que tenham em primeiro lugar um compromisso com Deus, segundo com o povo, com isso já seremos bem representados. Se a igreja do Senhor fosse mais unida, talvez teríamos um representante para o Governo do Estado, ou para a Presidência da Republica, isso pode acontecer um dia, devemos estar cientes que ele pode errar, assim como todos nós, ele deve estar ciente que não pode apenas visar um grupo, mas todo o povo. O assédio político existe, mas não devemos ter uma atitude negativa da política por conta de políticos eleitoreiros que se aproximam da igreja apenas para conseguir votos, campanha política não pode ser confundida com barganha política.

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