Há dias estou pensando no título acima. Uma das bandeiras que sempre ostentei foi a da Unidade, muito antes de trabalhar no Conselho de Pastores. Sempre imaginei que a Igreja de Cristo deve viver sobre a base da Unidade e assim desempenhar seu precioso papel de fazer Jesus conhecido de todos os povos.
Nos “anos de minhas retinas fatigadas”, como diria Drummond, não assisti muito avanço no que se refere a Unidade da igreja. O que temos é um relacionamento mais maduro entre as denominações, não uma Unidade.
Dizem que a Unidade existe virtualmente, no campo estritamente espiritual. Pode ser que sim. Mas me preocupa o fato de Jesus ter sugerido em sua oração que esta Unidade deve ser EVIDENTE, ou seja, VISÍVEL.
A ausência de unidade não exclui a possibilidade de um relacionamento. Não podemos confundir uma coisa com outra. No Eden, quando o casal pecou, houve a quebra da Unidade. Ainda assim, o casal continuou se relacionando. Isso sugere que Relacionamento não implica Unidade, embora o inverso seja verdadeiro.
Chego ao final de 2009 olhando para o Conselho do qual sou Secretário Executivo e me pergunto: vivemos a Unidade? Creio que não. No máximo, nos relacionamos. Tivemos pelo menos 10 mil pessoas – a maioria pastores – das mais variadas denominações presentes nas 12 celebrações que fizemos. Tivemos a presença de “renomados” líderes nacionais e internacionais. Tivemos momentos de quebrantamento, choro, alegria, prazer… Mas não creio que tenhamos vivido a plenitude da Unidade.
Unidade exige concessões que nem todos estão dispostos a fazer. Unidade é cumplicidade. Unidade é falar a mesma coisa, submeter-se ao mesmo princípio e credo. Há quem diga que há unidade na diversidade. Esta é uma maneira bonita de dizer: “nos relacionamos sem necessariamente sermos um”. Isso não é unidade, é relacionamento.
Que em 2010 nossos olhos fiquem mais atentos. Se queremos Unidade, devemos estar dispostos a correr alguns riscos. Se na Cruz de Cristo a unidade foi estabelecida, que sejamos verdadeiramente UM, como Cristo o é em Deus.

Falou tudo Pr. Aecio.
A disciplina, a educação, a polidez permite relacionamentos saudáveis, mas a unidade no sentido como foi descrito, sem cíumes, sem vaidade, sem orgulho, sem reservas, sem egoísmo, creio ser uma utopia.
Só Deus pode nos transformar de tal maneira para sermos um só Nele.
Parabéns. Continue escrevendo textos tão verdadeiros e tão maravilhosos.
Olá Pr. Aécio, obrigado pela visita lá noBlog, fico feliz q tenha gostado e desde já deixo o espaço aberto para o que precisar. Já conheço o seu e peguei algumas matérias, gosto muito. Deus continue ate abençoando e aos seus tb. Grande Abraço.