POLITICAGEM ECLESIÁSTICA

1 12 2009

Hoje é dia de eleições na Bahia. Isso mesmo, trata-se do processo que vai definir o novo presidente da Convenção Estadual das Assembléias de Deus – a CEADEB. Promete ser uma briga eleitoral digna de cenários seculares!

O nível das disputas é realmente interessante. O atual presidente concorre à reeleição. O seu adversário – claramente inelegível pelo Estatuto da CEADEB – conseguiu uma liminar na justiça para concorrer ao pleito. Pelo Estatuto, ele seria inelegível por furtar-se dos pagamentos do chamado Fundo Convencional (um percentual que as igrejas pagam à Convenção por força estatutária). No entanto, o candidato alegou que sua igreja não é filiada à CEADEB, justamente a instituição a qual ele deseja dirigir.

Cito o fato apenas para relatar uma angústia que carrego há tempos: esta politicagem deve distar dos propósitos divinos! A igreja, que insta pela vida em comunhão, pelos princípios do amor e da espiritualidade sadia, rende-se a um pleito que transita pela insanidade, pela disputa desvairada, pelas acusações desmedidas, pela calúnia e por mais outras loucuras da mente corrompida. É o mesmo quadro que há meses se assistiu em âmbito nacional, quando das eleições que definiram a reeleição do presidente da CGADB – Convenção Geral das Assembléias de Deus. Este quadro não é privilégio da Ass. De Deus: reverbera nos pleitos da Quadrangular, da Presbiteriana, da Batista e de outras denominações evangélicas.

Penso comigo: que interesse teria Deus de fomentar esse tipo de política? Que motivação tem estes homens que brigam com afinco pelo poder eclesiástico? Estes mesmos devem estar pouco preocupados com a vida da igreja! Aliás, não dá para afirmar se há vida neste contexto, uma vez que o cheiro de morte parece enaltecido.

Misericórdia, Senhor! Quero viver a “Graça da Garça – a arte de viver em meio a lama sem sujar as vestes!”








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