
É bem curiosa esta corrida pastoral em busca de resultados. Refiro-me aos pastores evangélicos, mormente os neopentecostais, que atribuem seu sucesso ou seu fracasso a partir do número de seguidores que conseguem atrair. Quanto mais seguidores, mais sucesso. Quanto menos seguidores, menos sucesso.
É mais ou menos como ocorre no twitter. Dependendo da fama, há quem supere a marca de 100 mil seguidores. Mas quem tiver 1 mil já está algum degrau acima na escala do sucesso. As igrejas da era do twitter também disputam seguidores. E vale toda campanha para atrair o maior número deles.
Não posso ser hipócrita! Também sou cercado pela mesma tentação. Já pensei comigo mesmo que estratégia seria eficiente para atrair uma membresia gigantesca. Pode parecer presunção de minha parte, mas não desejo poucas centenas de pessoas congregando na igreja que lidero. Quero milhares. Sou muito parecido com os líderes neopentecostais neste aspecto.
Minha formação, no entanto, não me dá o direito de entrar pela mesma trilha da apelação. Resisto à tentação dos apelos infundados, das promoções desmedidas, das campanhas fantasiosas, dos programas frívolos, das promessas vagas de vitória…
Quero muito ver milhares comigo. Mas quero pessoas que sejam atraídas pelo comprometimento com o serviço do Senhor; pessoas que amem de tal forma esta causa que sejam por ela cativas.
Não me associo aos manipuladores evangélicos. Não me associo àqueles cuja motivação é duvidosa. Antes, devo me associar aos discípulos, que sequer amavam a própria vida mais que a igreja. Eles nem mesmo estavam preocupados se morreriam ou se viveriam… o que interessava para estes era a Obra de Deus e que ela não sofresse descontinuidade. Deve ser este o perfil dos que buscam verdadeiro sucesso na carreira ministerial.
HOJE A GRANDES PRELEITORES , CONFERENCISTA,EVANGELISTA, DIRIGENTE,VERDADEIROS ADMINISTRADORES DAS SUAS DENOMINAÇÕES PRESTANDO CONTAS PARA O SEU LIDERE, AS OVELHAS ESTÃO NO APRISCO E AONDE ESTÃO OS PASTORES.
Plá, PAstor. Sou repórter do Jornal da Tarde e estou fazendo matéria sobre religião e redes sociais. Pode me dar uma entrevista, por favor:
Att,
Marcela r.
Meu amigo Paganelli fez uma boa colocação: os pastores da era twitter têm sermões de 140 caracteres e apenas “piam”, para atrair seus seguidores…
Prefiro ainda “bradar”.
É muito triste saber que existem e sempre vão existir pastores e igrejas que se deixam levar pela vaidade do status, números, fama…
Não tenho dúvida que o evangelho de Cristo está sendo deixado para trás em algumas igrejas, tem perdido a essencia. A bíblia diz que “há muitos chamados e poucos escolhidos”, porque a preocupação com os números? Será que não é mais importante manter uma igreja sarada e consistente?
Bom, fica ai essas minhas humildes palavras para meditação dos nossos irmãos em Cristo.
Parabéns Pr Aécio pelo blog!!
Grande abraço,
Em Cristo,
André A. Lopes
olá pastor.
Realmente é muito estranho ver esta nova onda que vem se formando e mais ainda ver como nós estamos surfando nesta onda. O senhor sabe como eu fiquei espantado em ver o seu twitter e ainda mais em ver que meu pastor é muito “antenado”. Mas que mau tem em querer ter milhões de membros em sua igreja? Nada se esta igreja estiver fundada na palavra de Deus.
tem uma musica de um cantor de Rap que fala sobre a relação de um pastor e suas ovelhas hoje eu canto o refrão para o senhor:
“Pastor te amo meu pastor, pastor te amo meu pastor,
sua vida é um exemplo quero ser igual você,
se Jesus volatr agora quero ir junto com você…”
enquanto Deus ser o seu principal objetivo antes de milhões eu estarei ao seu lado!
Pr. Aécio
Inquestionavelmente há líderes que se deixam levar pelo narcisismo, atrelado a um sentimento de ganância pelo poder de dominar as massas, de preferência uma “massa abundante”.
Quem seria o seu modelo, o seu paradigma?? De imediato já podemos descartar a figura do Supremo e Bom Pastor que, aos discípulos recomendou peremptoriamente, conforme registrado em Marcos 8:30: “Advertiu-os Jesus de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito.” Sim, o meigo Senhor não era dado a holofotes, a exposição farta diante da mídia da época. Quando era necessário, fazia-se ouvir por multidões e a ninguém deixava sair de “mãos abanando”. Ora curando, ora alimentando, ora abençoando, ora ouvindo. Sim, o Senhor Jesus sempre tinha algo a dar a quem Lho procurava. E nada lhes subtraía. Multiplicou pães e peixes, serviu abundantemente a Água da Vida, aumentou a fé, fez renascer esperanças, deu provas contundentes de puro e genuíno Amor.
Agora perguntamos, Pr. Aécio: quem seria o modelo desses líderes abordados em sua meditação? Se não lhes ocorrerem resposta agora, um dia haverão de se explicar diante do Rei dos reis.
Multidão do povo de Deus é muito bom, enchendo e superlotando os templos, mas com o único sentido de engrandecer o Pai Celestial e não engrandecendo o anjo da Igreja, uma vez que este último apenas cuida do rebanho e não é o seu dono.
Abraços
Clênio
Sem dúvidas, há alguns personagens à frente da Igreja Evangélica que desconhecem mesmo o significado pastoral. Nunca leram 1 Coríntios 3.21-23, quando o Apóstolo sugere que os pastores são da igreja, e não o contrário.
Abraços.