PASTORES DA “ERA TWITTER”

9 11 2009

seguidores do twitter

É bem curiosa esta corrida pastoral em busca de resultados. Refiro-me aos pastores evangélicos, mormente os neopentecostais, que atribuem seu sucesso ou seu fracasso a partir do número de seguidores que conseguem atrair. Quanto mais seguidores, mais sucesso. Quanto menos seguidores, menos sucesso.

É mais ou menos como ocorre no twitter. Dependendo da fama, há quem supere a marca de 100 mil seguidores. Mas quem tiver 1 mil já está algum degrau acima na escala do sucesso. As igrejas da era do twitter também disputam seguidores. E vale toda campanha para atrair o maior número deles.

Não posso ser hipócrita! Também sou cercado pela mesma tentação. Já pensei comigo mesmo que estratégia seria eficiente para atrair uma membresia gigantesca. Pode parecer presunção de minha parte, mas não desejo poucas centenas de pessoas congregando na igreja que lidero. Quero milhares. Sou muito parecido com os líderes neopentecostais neste aspecto.

Minha formação, no entanto, não me dá o direito de entrar pela mesma trilha da apelação. Resisto à tentação dos apelos infundados, das promoções desmedidas, das campanhas fantasiosas, dos programas frívolos, das promessas vagas de vitória…

Quero muito ver milhares comigo. Mas quero pessoas que sejam atraídas pelo comprometimento com o serviço do Senhor; pessoas que amem de tal forma esta causa que sejam por ela cativas.

Não me associo aos manipuladores evangélicos. Não me associo àqueles cuja motivação é duvidosa. Antes, devo me associar aos discípulos, que sequer amavam a própria vida mais que a igreja. Eles nem mesmo estavam preocupados se morreriam ou se viveriam… o que interessava para estes era a Obra de Deus e que ela não sofresse descontinuidade. Deve ser este o perfil dos que buscam verdadeiro sucesso na carreira ministerial.








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