
Namorei 7 anos antes de me casar. Na época, “namoro” ainda era uma palavra sem significados plurais, apenas uma fase gostosa de troca afetiva sob o regime rigoroso estabelecido pelo meu sogro.
Meu namoro era meu véu. Nele eu escondia minhas imperfeições. Todo mundo faz isso, não é privilégio meu.
Quando me casei, há 11 anos, revelei meu lado ruim. Todo mundo tem um – é a natureza do pecado. Minha imperfeição se manifesta dia a dia, até no reparo que ainda não fiz da campainha que quebrou. Minha imperfeição transita da campainha ao quarto. Minha esposa o sabe muito profundamente.
Ela também tem suas imperfeições, mas não me cabe expor aqui. É um privilégio somente meu conhecê-las.
O encontro das imperfeições resulta intempestivamente nas cobranças, na insatisfação e até nas mágoas. Digo sempre que o casamento é o campo onde as imperfeições se manifestam. Cada cônjuge é um instrumento de Deus para mostrar um ao outro sua carência de correção; para estimular um ao outro pela busca do aperfeiçoamento descrito por Paulo aos Filipenses 3.12 a 21.
É no âmbito da imperfeição que o perdão se torna necessário. Não haveria perdão sem transgressão; não haveria transgressão sem imperfeição. E se todos temos este lado negativo das imperfeições, um relacionamento não pode sobreviver sem perdão.
O perdão – tanto para quem pede quanto para quem dá – é um poderoso instrumento de honra. Quando peço perdão, reconheço minha fraqueza. Quando ofereço perdão, enobreço a pessoa perdoada. Ambos somos honrados pelo perdão.
A ausência do perdão – tanto para o agressor quanto para o agredido – é um elemento gerador do orgulho. O orgulho, por si só, revela a fraqueza de caráter.
O perdão é a ferramenta para ajustar as imperfeições. Com o exercício do perdão, as imperfeições vão sendo tratadas. O rancor, a ira, o ódio e a decepção agigantam ainda mais a transgressão. O perdão freia.
Já li muito sobre perdão, conheci muita teoria. Mas nada pode ser mais educador do que a prática. Todos os dias tenho que relevar as imperfeições de minha esposa, vendo nela o que Deus vê – uma pessoa de valor inestimável envolta no manto da imperfeição. Uma vez perdoada, desnuda; e tudo o que tem de maravilhoso se expõe. Isso tem que ser prático, não teórico.
Não é necessário esperar atitude de arrependimento para perdoar. Na cruz, Jesus perdoou seus malfeitores sem que eles demonstrassem arrependimento. Na prática, temos que querer perdoar. Tem que estar disposto, no melhor significado desta palavra. DISPOSIÇÃO é sair de uma posição. Se a posição que você se encontra é a da magoa, dispõe-te. Sai dela e perdoa. Você vai notar que cada perdão oferecido enriquece a tua alma.
Perdão caminha lado a lado com o amor. É o amor que insta para o perdão, como afirmou o sábio: “o ódio excita contendas, mas o amor cobre as transgressões”. Quem ama perdoa. Quem perdoa já provou que ama… e viverão felizes até que a morte os separe.
nao tenho resposta. quero perguntar!
Pr. estou precisando de ajuda estou a ponto de me separar., estou muita aflita, angustia e desperada precisso de uma palavra .O que devo fazer porfavor me ajude.(Rebeca)
Mande e-mail para praecio@gmail.com e responderei.
Eu me sinto muito a vontade com a unção de liderança que o Senhor Jesus entregou ao Pastor Jabes, uma pessoa agradavel e tambem muito expontâneo em suas atitudes porem a organização ADBR como projeto gigantesco de atuação eclesiastica e evangelistica no Brasil, ele precisa de companheiros leais que tenham perfil de repensar, monitorar , é claro com discernimento espiritual e sabedoria dada pelo Espírito Santo, o processo de formação do corpo de Cristo. Pastor Aécio , voce porta-se como homem humilde diante do Senhor, sinto-me a vontade em dizer certamente voce é um destes homens que o Pastor Jabes pode contar para manter um equilibrio no seu ministerio.
Obrigado, amado irmão. Tenho procurado ser este companheiro ministerial de que vc acena em favor da Obra que está sendo desenvolvida na ADBR. Sua avaliação muito me estimula. Abraços, em Cristo.
Pastaor eu não estou indo devido a algumas provas que estou fazendo. Não é que estou desviado não!
Pr. Aécio
É bom tem sempre mais um meio de reve-lo.
Louvamos sempre a Deus por ver a fedelidade do Senhor se revelando em sua vida. Agora com a Igreja em guarulhos ficamos felizes pelos amados e pelo sr.
As mensagens estão maravilhosas e eu queria escrever alguma coisa em todas mas o tempo não mim permite então aproveitei esta do perdão traz a honra para escrever que o Espirito de Deus Flui por sua vida e desemboca em nós aguás profundas do trono de Deus.
Amo vc.
Amo sua família.
Obrigado por tudo. Sempre.
Paz.
Sobre casamento não tenho muito a falar, meu pai sempre me diz que perdoar é “esquecer o que o outro fez pra sempre, assim como Jesus fez na cruz”. O perdão não deve apenas se limitar em nossas casas, mas em todo lugar, na escola vejo alunos que não se falam por motivos banais, se perdoar é provar que se ama, então perdoar o próximo é ama este mesmo!
Já há algum tempo não via os comentários do Vinícius aqui. Estava sentido falta. Abração, querido. Vc faz falta tb quando não vai à igreja.
Pastor Aécio
Congratulações por expor um assunto dos mais fundamentais no relacionamento humano, por demais indispensável no envolvimento conjugal. Não há enlace que sobreviva se esta atitude não prevalecer.
Aprendemos com o Pai Celestial a perdoar, pois, Ele nos perdoou primeiro. E temos que praticá-lo e vivenciá-lo mormente quando a outra parte é o nosso cônjuge.
Não é nada fácil dar “marcha a ré”… Humilhar-se mesmo diante do ser amado e confessar sua culpa e lograr obter o perdão. Serve, inclusive, como alicerce básico para o testemunho diante dos filhos.
O preocupante é que não constatamos essa ação tão amiúde como deveria ser em lares da atualidade. Mais fácil fazer prevalecer a opinião, a vontade, o “alter ego” do que arrepender-se e “entregar os pontos”.
No entanto, isso, para que se consuma, para que ocorra e se torne uma prática corrente na vida do casal, terá que se iniciar desde o namoro, como foi muito bem lembrado no princípio de seu texto.
E o que notamos com certa regularidade perigosa é muito contato físíco, muita sensualidade explícita e menos comprometimento por atos e palavras.
Os jovens de hoje estão se expondo em demasia e precocemente aos afagos, carícias que estimulam a sensualidade e desdenham do bom proceder do servo ou serva de Deus. Caminham para o casamento, mas fatores fundamentais não foram suficientemente cultivados no período do namoro ou noivado. E, no dia a dia do casal isso fatalmente irá desencadear conflitos que não foram resolvidos anteriormente.
Amor verdadeiro, genuíno que originará o bálsamo do perdão terá que ser cuidadosamente cultivado desde o início do relacionamento. Sob pena de comprometer a vida conjugal.
Amado Clênio, seu comentário sempre incisivo e rico enobrece o blog. Bela observação quando à licenciosidade dos namoros de nossa juventude. Isso tentei ressaltar na possibilidade de um significado “plural” que a palavra namoro recebeu em nossos dias. Obrigado, mais uma vez.
Pastor Aécio, a paz do Senhor!
Tudo muito interessante, amo ler todos os artigos, acho que todos teriam que se dispor a ler , são texto que nos edificam.
Que Deus continue te dando sabedoria e graça.
amém. Careço de suas orações para que a graça do Pai superabunde em mim. Abração.
MARAVILHOSo! MUITO BOM! DEUS ABENÇÕE VOCÊS.
Pr. Aécio
Este texto veio de encontro o tema ministrado nesta semana no curso CPS, muito bom, é um complemento muito importante para entendermos a urgência de praticar o perdão. Que Deus continue usando-o para abençoar nossas vidas.