PESSOAS E MÚSICA

18 05 2012

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Pessoas são como música, já o disse alguém. Há músicas que são muito comuns, pouco influenciam nossa história. Outras músicas são tão marcantes que ficam na memória e se ocupam do poder de nos fazer voltar no tempo. Há músicas que nos contam histórias…

Estes dois amigos/irmãos/queridos que aparecem na foto acima me são músicas inspiradoras. Ambos estão no dia de hoje executando a melodia jubilosa em celebração de suas existências. No mesmo dia eles fazem aniversário: pai e filho, sogro e cunhado – respectivamente.

Ouço o som que vem destes homens. O de cãs notáveis é do tipo de composição que não pode faltar em festas. Sempre muito dedicado, amoroso e concentrado no seu ofício cristão, é um pastor que me ajuda a encontrar meu tom no ministério: meu sogro José de Brito!

O mais moço se dilui na harmonia que tira de sua sensibilidade musical. Desconheço talento semelhante! Javan de Brito, meu cunhado/amigo/querido, como sempre o trato, é outro exemplo de presteza, respeito, dedicação e temor. Sá história, meu amigo, é por demais motivadora!

Neste dia, sinto-me compelido pelo carinho que reservo aos meus queridos. Oro por vocês para que nunca percam a referência do Deus da vida e sejam sempre uma expressão firme do Reino onde quer que vocês estejam.

Feliz Aniversário.





LEGADO

13 05 2012

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Viajo um pouquinho por minha memória e encontro ela sentada naquele sofá, cabeça um pouco inclinada para baixo, olhos fixos num livro. Neste dia eu tenho uns 10 ou 11 anos. Casa simples, sem refrigerador nem televisão, teto baixo, poucos móveis, chão vermelho e limpinho, e minha mãe com sua inteligência singela, beirando a ingenuidade, no entanto sagaz o suficiente para forjar a personalidade daquele seu último dos 9 filhos que gerou. Pergunto a ela: “o que a senhora está lendo?” E ela me responde: “Ô Aécio, eu não sei dizer o que leio. Toma o livro, veja aí”. Pego o livro em minha mão, nele está escrito: “Eu, um Servo?”, de Charles Swildoll. Leio todo o livro e inauguro minha vida de leituras que ainda hoje me é meu maior orgulho.

 
Minha mãe me traz à memória outros momentos que fincaram em minha alma valores, saberes, princípios e temor. Sou hoje o resultado do investimento que ela fez – “sem dinheiro e sem preço” – posto que financeiramente nossa história familiar nunca foi tanto favorável. Mas uma outra riqueza ela nos fez herdar, sim: a riqueza do caráter.
 
Guerreira, conseguiu sozinha criar seus 8 filhos (éramos em 9, mas a Raquel – minha irmã – faleceu aos 3 anos). 
 
Dona Adalbe me esgota os adjetivos. Tudo que eu falar dela fica ainda raso e parco, nem molha a planta do pé. Bendito o útero que me gerou! Bendito o Deus que me deu a felicidade de ser “tecido” naquele ventre!
 
Hoje carrego (e meus irmãos também) a marca de uma mulher que – tendo ficado viúva aos 32 anos – nunca abriu mão de sua fé, nunca reclamou de Deus, nunca duvidou dAquele que tudo vê e a tudo sustenta, nunca deixou de amar (com seu jeito pessoal de circundar os filhos), nunca deixou vulnerável seu papel de mãe.
 
Dedico minha oração a ela não apenas no dia das mães. Mas hoje, em que todo o mundo se faz sensível às homenagens, celebro este dia! Deus guarde e proteja minha amada mãe, fazendo dela este canal de bênçãos e um exemplo de perseverança, força e superação. Amo-te, Dona Adalbe.




O AMOR NUNCA ENVELHECE

9 05 2012

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Abaixo a modéstia! Se o Sábio me conhecesse certamente diria que sou “bem aventurado”. Sim, encontrei uma jóia e com ela tenho dividido os últimos 21 anos: 7 entre namoro e noivado e mais 14 casado. Amo, de verdade, esta linda mulher, meu tesouro.

Esta noite pelejei comigo mesmo para compor algum verso que honrasse minha amada, e me vi em Drummond:

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quis escrever.
No entanto ele está cá dentro e não quer sair
mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

Sentindo-me inundado pela poesia do momento, aquela que só sabe recitar quem a vive, me permiti à lembrança de momentos marcantes que tenho vivido ao longo destes 14 anos. Tudo é poesia, no seu mais belo e inspirador sentido. Desta relação poética e amante, nasceram-me duas lindas pérolas, cuja idade me mostram o quão de repente o tempo passa.

Do meu esforço, os versos abaixo me soaram na alma, sem o lapidar necessário dos poetas; simples, assim:

Procuro palavras, mas não as encontro.

Nem no dicionário, nem nas poesias.

Como eu queria traduzir o que sinto

Nestas primeiras horas do dia!

Então, Meu Bem, te digo sincero

que os anos me furtam o verso esmero

Mas não diminuem o meu sentimento

Que vívido e forte me toma o momento

Na busca em que tento mostrar-me elegante

Me vejo feliz por te ter sem palavras

Sinal que o amor que me faz teu amante

Se nega ao discurso, prefere o abraço 

Digo-te, simples, como sempre o faço

Te amo, e pronto! O corpo consente

Agora adormeço, de novo ao teu lado

E vejo que este é o nosso presente!

Antes de postar, enviei meus parcos versos ao “Meu Bem”. Sai do escritório e subi ao quarto: lá estava ela, semblante dengoso, expressando nos olhos “o encanto do olhar”, tal qual a música que cantamos um para o outro no dia do nosso casamento. Digo, sem reservas: amo esta mulher.

Sim, sei, muitos lerão e dirão consigo: é assim mesmo? Respondo: Amém!

Abaixo, posto a música que nos embalou estes anos, com imagens novas e antigas que vão compondo nossa história:

http://youtu.be/v-aPpdNrySgHOMENAGEM





MÊS DA FAMÍLIA

4 05 2012

http://www.youtube.com/watch?v=0R1sOBnr2Bk





CONTANDO OS DIAS

31 03 2012

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Perto de completar mais um ano plenamente vivido, deparo-me com a oração mosaica apresentada em salmos: “ensina-me a contar os meus dias de tal maneira que eu alcance coração sábio”.

Certamente que os anos cronológicos da nossa vida não são, necessariamente, os anos vividos. Na matemática de Deus os dias verdadeiramente vividos são aqueles em que fomos de algum modo produtivos. Não na linguagem industrial, mas na linguagem divina, em que a inoperância é duramente combatida.

Assim o sendo, passei a elencar meus verdadeiros anos de vida. Contando os primeiros 9 anos de formatação dos princípios e valores que minha mãe me incutiu, começo pelo meu primeiro contato consciente com a Bíblia Sagrada: li, nesta idade, o livro de Atos – e fiquei estupefato! Depois, dediquei-me ao evangelismo. Nesta tarefa, ainda pré-adolescente, me envolvi por 7 profícuos anos. Também transitei pela música, toquei trompete, cantei em grupos, regi corais, dei aulas de iniciação musical, mas não me prestei como músico, mesmo tendo ficado 10 importantes anos ocupado com isto.

Minha vocação ministerial foi-se situando na concepção pastoral quando ainda tinha 19 anos. Fui ordenado ao Presbitério aos 21, mesmo ano que conclui meu curso de teologia. Um ano depois conclui meu curso superior em Letras. Na época já era professor no Seminário Teológico e também era repórter da TV Sudoeste, onde fiquei por 9 anos no primeiro e 6 anos no segundo. Também lecionei em uma escola estadual por mais 5 anos.

Dirigi a Congregação da Assembléia de Deus no Bairro Candeias, em Vitória da Conquista-Ba, por 6 anos. Por mais 3 anos fui diretor da Rádio Brasil FM e ainda passei rapidamente pela TV Cabrália – afiliada Record.

Já em São Paulo, dirigi a Rádio 660 AM por 1 ano e meio. Por mais 3 anos fui diretor de Filiais da Assembléia de Deus do Bom Retiro. E ainda coordenei programas de rádio e TV nesta igreja por mais 4 anos. Por mais 3 anos fui secretário executivo do Conselho de Pastores do Estado de São Paulo. Atualmente, estou há 2 anos e meio liderando a Igreja em Guarulhos. Total de vida “produtiva”: 68 anos! E tem muito ainda para viver.

Não me ocupei do relato de outros detalhes, nem mesmo dos anos de vergonha. Estes não me aprazem, embora façam parte da minha história e tenham ajudado a moldar minha personalidade.

Celebro a vida. Celebro ao autor da vida. Celebro por mais um 01 de abril, quando posso olhar ao meu redor e ver minha herança – meus lindos filhos – e minha mulher linda e abençoada que me circunda e me faz plenamente másculo. Amo minha família, amo a igreja, amo ao Senhor Deus e me disponho a dedicar mais este ano – que inauguro amanhã – a tudo o que ocupa tão dinâmica e maravilhosamente minha história.





FAZENDO PROGRAMA

16 03 2012





OS 4 AMORES

8 03 2012

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Minha mãe me inspira. Minha sogra me impressiona. Meu Bem me motiva. E minha princesinha, a mais tenra destas mulheres, me anima para a vida. Estas mulheres fazem meu mundo acontecer. Quase tudo que sou e quase tudo que faço está em razão de uma delas – ou de todas ao mesmo tempo. São mulheres, e com tal, tonificam a minha existência.

Os homens só o são por causa delas. Do contrário, não haveria razão para a masculinidade. Por elas os homens trabalham, lutam e perseguem o sucesso. Elas são o alvo da maioria dos esforços deles.

O sábio disse que quem encontra uma mulher acha a benevolência do Senhor. Ponto! Sinto-me assim, abençoado. Tenho muitas razões para celebrar não apenas neste dia, dedicado às homenagens à mulher. Minhas razões não me deixam mesquinharia. Eu celebro – de verdade – todos os dias. Quem está pertinho de mim sabe o quanto eu reverencio esta benevolência do Senhor – de me coroar com o que há de mais nobre e mais maravilhoso na minha história: a presença marcante e decisiva destas quatro mulheres.

Amo a cada uma com um amor diferente, mas que na essência é o mesmo amor: eros, phileo, storge ou ágape. Deus as mantenham assim, tão plenas, em minha vida.








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